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Aberta a temporada de festas juninas - e julinas!

Paróquia Sto. Antônio inicia uma das maiores e mais antigas quermesses da cidade

27/05/17 07:00
Aline Mendes
Malavolta Jr.
A expectativa da Paróquia Santo Antônio, no Jardim Bela Vista, é receber mais de 10 mil pessoas, de diversos bairros, para as programações religiosas e sociais

Às barracas de comidas e bebidas típicas como milho, paçoca, quentão e vinho quente, são acrescentadas opções para todos os gostos, de espetinhos a pastel. Sem esquecer as brincadeiras, que incluem pesca e argola. Alguns "arraiás" ainda mantém a tradição com música caipira, dança de quadrilha e fogueira acesa.

O que vale nas festas juninas é confraternizar com a comunidade e celebrar três dos santos mais queridos da Igreja Católica: Santo Antônio (dia 13), São João Batista (dia 24) e São Pedro (dia 29).

A programação do próximo mês tem ainda a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, este ano, no dia 23 de junho. Como comemorar? Com quermesse, claro!

Parece cedo? Que nada! A festa junina mais tradicional da cidade, na Paróquia Santo Antônio, já começa na próxima sexta-feira, dia 2. Acompanhe a agenda desta e de outras 40 festanças nesta edição.

PARÓQUIA SANTO ANTÔNIO

Não importa se é pela fama de casamenteiro ou protetor das famílias e dos pobres: Santo Antônio é um dos mais populares e queridos no Brasil.

Em Bauru, a paróquia dedicada a ele, no Jardim Bela Vista, deve receber ao menos 10 mil pessoas dos mais diversos bairros somente na festa junina. Com 77 anos de tradição, também se destaca pelo tamanho do bolo: são 3 mil quilos! No recheio, medalhas, mini-imagens e um par de alianças em ouro, inovação desde o ano passado. "Quem achou foi uma moça que estava noiva, ela ficou muito feliz e, de fato, até já se casou", conta o pároco, frei Ademir Sanquetti.

"A devoção é intensa, mas o santo não faz milagre, intercede junto a Deus. O povo vem contar que encontrou a medalha no bolo ou veio à missa e conseguiu a graça, que atribui à fé. Parece superstição, mas se revela uma prática positiva, porque a pessoa se sente agraciada por Deus", completa o padre.

"É um momento forte para a paróquia, que consegue animar as pessoas e aumentar a fé. Também aumenta nossa convivência como comunidade, pois mais de 150 pessoas participam da organização e dos trabalhos voluntários."

MAIS QUERMESSE

Malavolta Jr.
Frei Ademir Sanquetti: "Mesmo nos dias mais frios, uma multidão vem à igreja não só pela quermesse, mas também pelas bênçãos"

A programação religiosa já começa no dia 31 de maio e soma 37 celebrações, incluindo os domingos. Para dar conta da maratona de missas, vários padres da diocese participam da chamada trezena (13 dias de cerimônias com pregações especiais sobre Santo Antônio).

"O convite é para as pessoas fortalecerem sua espiritualidade através das orações, missas e bênçãos. Depois, participar da parte social, a quermesse. Tudo está sendo preparado com muito carinho pelas lideranças. Estamos de braços abertos", destaca frei Ademir.

Aliás, atendendo a pedidos da comunidade, a quermesse com 12 barracas de comidas e bebidas típicas das festas juninas e outras opções ganha mais dois dias. Serão 11, no total.

"O segredo do sucesso é a organização. Procuramos fazer tudo com qualidade, só usar materiais de primeira. O povo percebe e vale a pena. Também atendemos bem, e isso conta." De acordo com o sacerdote, o maior objetivo da festa não é o financeiro, e sim o religioso, embora os eventos sejam fundamentais para manter os serviços pastorais e sociais da igreja, assim como sua estrutura. "Atualmente, o que recebemos na coleta e no dízimo não é o bastante para a manutenção da paróquia", comenta frei Ademir Sanquetti.

E nem tudo que a festa junina arrecada é lucro. "Há muitos gastos para fazer a quermesse e menos gente está investindo, por causa dos preços altos de tudo. Fizemos um cálculo e a defasagem chega a 30%; a média ficou em 10%. Isso significa que a quermesse vai render 10% a menos esse ano, mesmo com dois dias a mais de festa", conclui.

São João e São Pedro vão movimentar bairros em junho

Missas, carreata pela vizinhança, quermesses e tradições caipiras reúnem comunidades em torno das vilas Ipiranga e Dutra

João Rosan
Fogueira de São João é um dos símbolos da festa: representa a esperança de uma vida nova, leva luz e calor

Motivos para celebrar o padroeiro na Paróquia São João Batista e Nossa Senhora de Lourdes, na Vila Ipiranga, não faltam. Vão da sua importância no cristianismo à união da comunidade, incluindo o resgate de elementos da cultura caipira e a valorização de símbolos de fé, como a fogueira e o mastro com imagens dos santos juninos.

A programação começa com a quermesse, no dia 10. A novidade fica por conta da carreata no dia 17, que irá percorrer os bairros da vizinhança, dando testemunho de devoção e convidando para a festa. Em seguida, haverá bênção dos carros.

"É momento de evangelizar, mostrando a importância da família e da vida em comunidade, que deve respeitar as limitações e valorizar os talentos de cada um. É a mistura que dá um colorido bonito à festa junina. É também momento de muita alegria", ressalta o pároco, padre Paulo Tavares Brito.

O resultado poderá ser visto nas animadas quadrilhas, tanto de adultos quanto de crianças, na empolgação dos voluntários, que fazem questão de servir nas barracas caracterizados, e nas celebrações, sempre repletas de devotos de várias regiões de Bauru.

"Muitas pessoas estão se tornando incrédulas e João Batista, filho de Isabel e Zacarias, que tinham idade avançada, mostra que Deus é capaz de fazer nascer a esperança onde já não havia", pondera padre Paulo Tavares Brito.

CULTURA E VALORES

Fotos: Douglas Reis
Padre Paulo Tavares Brito vê nas festas juninas oportunidade de manter tradições bonitas e unir os bairros
Recursos obtidos com a quermesse ajudam na etapa final de construção da igreja, mas o aspecto religioso e comunitário da festa são mais importantes

De acordo com o padre Paulo, a Paróquia vem trabalhando o aspecto comunitário da festa junina e também a valorização da cultura caipira, repleta de fé e solidariedade.

"Muitos valores e tradições estão sendo esquecidos em nome de outras concepções. Digo tradições não no sentido pejorativo, de antiquado. O que é bonito e cultural, traz alegria e paz precisa ser resgatado", enfatiza.

Por isso, no "São João de Bauru" não falta fogueira. "Ela também é símbolo de calor humano, de algo que se renova. Quando não havia luz elétrica, as pessoas se reuniam em volta do fogo e nas festas dos santos juninos, dançavam e se confraternizavam. Precisamos estar mais juntos", avalia o padre.

E as comemorações contribuem muito. "As pessoas se reúnem para rezar e festejar; a comunidade se prontifica a ajudar com seus trabalhos e sua dedicação, é muito bonito".

Mesmo nas fases críticas, o povo arregaça as mangas. "Muito do que é vendido na quermesse é feito por voluntários. Antes era comum ganhar a maioria dos ingredientes. Agora está mais difícil, porque várias igrejas, grupos e entidades pedem apoio. Mesmo assim, o desempenho da festa é satisfatório, pois o objetivo principal não é o lucro", conclui.

Festa de São Pedro: Douglas Reis comunhão da comunidade

Douglas Reis
Padre Reinaldo Batista da Cunha dá bênção ao lado da imagem de São Pedro em comemoração de 2016: “A nossa fé é a da alegria, da vida”

Enquanto paróquia, a São Pedro Apóstolo, na Vila Dutra, vai fazer 18 anos, mas as comemorações em louvor ao santo no bairro têm pelo menos 50 anos e nasceram em torno da então capela. Desde sempre, resultado do esforço da população a sua volta.

“Encontramos dificuldades para fazer a festa, mas Deus vai abrindo as portas. A nossa quermesse é simples, mas tem uma presença fervorosa, assim como o povo do nosso bairro, que é humilde, mas contribui muito com a Igreja”, relata o padre Reinaldo Batista Cunha, administrador da paróquia.

Não por acaso, já que São Pedro é considerado pilastra da Igreja e sucessor de Jesus, sendo fundamental na formação das comunidades cristãs. “A festa é 100% fruto da comunhão da paróquia pelo bem comum, algo muito bonito de ver. Há situações fora que desanimam, mas aqui encontramos esperança”.

E também mais motivos para sorrir. “A nossa fé é a da alegria, da vida. Ver a alegria do povo nessa confraternização é especial, pois nos lembra que Cristo veio trazer o amor e a felicidade para os que mais necessitam. E o nosso povo brasileiro necessita muito. É um povo que trabalha e luta para ser digno”, diz o padre.

ESPIRITUALIDADE

Para que mais pessoas participem, a Igreja Católica transfere a solenidade para o domingo seguinte, mas o ponto de partida da programação religiosa é o dia 29 de junho, dedicado ao padroeiro. “A espiritualidade de São Pedro é muito bonita, pois mostra que ele foi um homem comum, com falhas e limites, mas dentro da proposta do Cristo se encontrou e se abriu à verdadeira conversão. Ele é exemplo para nós”, explica o padre.

Mês de celebrar o Sagrado Coração de Jesus

Você sabia que Jesus também é celebrado em junho? A solenidade do Sagrado Coração de Jesus, data móvel, sempre na primeira sexta-feira após a festa de Corpus Christi, marca a devoção ao símbolo da humanidade e da divindade do Cristo: seu coração.

Para os católicos, Jesus vai muito além dos santos juninos, mas em termos de festa, o Salvador empresta a popularidade de Antônio, João e Pedro para comemorar no mesmo estilo.

“Jesus pega carona nas festas juninas”, brinca o padre Leonildo Minutti Júnior, da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, no Jardim Panorama.

“A quermesse é importante para que as pessoas tenham um tempo juntas. A comunidade gosta e vamos tentar trazer música ao vivo para aumentar a animação”, planeja.

Quanto às missas, todas terão temáticas e bênção especiais. “Convido em especial as pessoas para participarem dessa espiritualidade, que fala de um coração para outro”, finaliza.

Festa junina que distribui amor e esperança

Grupos de voluntários levam o sabor das quermesses à população  carente do Jd. Europa e Parque Jaraguá; moradores de rua também terão momento especial

Samanta Ciuffa
Festa junina no Jardim Europa foi um sucesso e Esquadrão do Bem repete evento no próximo dia 17

Nesse período o clima de festa junina é contagiante: dá vontade de comer os doces típicos, participar de uma quermesse, dançar quadrilha... Algo aparentemente tão simples, porém, inacessível para uma parcela significativa da população.

Pensando nisso, o grupo Esquadrão do Bem leva o arraiá até as comunidades carentes do Jardim Europa e do Parque Jaraguá. Os bairros estão entre os atendidos mensalmente pelo grupo de voluntários na distribuição de alimentos, itens de higiene e roupas.

"São pessoas que não tem recreação no bairro e, às vezes, nem o arroz e feijão do dia a dia. Muitos só vão a quermesses para guardar carros, do lado de fora, torcendo para ganhar algum resto", comenta Maria Inês Faneco, idealizadora do grupo, que tem 20 voluntários e centenas de colaboradores.

"Fazendo a festa na comunidade a gente acredita que consiga suprir um pouco da necessidade deles, pois leva muita comida da época. No ano passado, teve até pamonha e curau. Fizemos uma festa linda com dança e muita alegria para cerca de 500 pessoas, entre crianças e adultos, do Jd. Europa".

Em 2017, a festa lá será no dia 17 de junho. Já no dia 24, o grupo irá promover a pela primeira vez a festança no Parque Jaraguá. As duas iniciativas têm início às 15h. E os moradores de Bauru são convidados a participar e a colaborar com doações.

FESTA INÉDITA

Até onde se tem notícia, pela primeira vez a cidade irá contar com uma festa junina para moradores de rua: dia 25 de junho, às 17h, na frente da Estação Ferroviária. A ideia partiu de Adham Marin, que coordena o Esquadrão da Noite, braço do grupo Esquadrão do Bem.

Os voluntários atendem semanalmente com refeições e agasalhos ou cobertores moradores de rua em diversos pontos de Bauru, no período noturno.

"Antes de tudo essas pessoas precisam se sentir amadas, acreditar que alguém está pensando nelas e se importa. Tem quem diga que não adianta nada, mas adianta, sim. Outros seres humanos pegam coisas no lixo para comer e quando a gente leva para eles uma refeição boa, com a mesma qualidade da que está em casa, a satisfação no rosto deles é enorme. É bem feito e com muito amor", desta Maria Inês Faneco.

Ela convida a população e outras entidades para colaborar com a iniciativa inédita.

COMO DOAR

Além de participar das ações, os moradores de qualquer parte de Bauru e região podem colaborar com a doação de produtos para a realização da festa: pipoca, doces típicos (paçoca, pé de moleque, doce de abóbora, etc.), bolos, ingredientes para o cachorro quente, óleo e refrigerantes, etc.

Quer ajudar? Acesse a página do Esquadrão do Bem - unidos no amor pelo Facebook ou entre em contato pelo telefone (14) 99675-5495.

Arraiá União Solidária

Renan Casal
Arraiá União Solidária 9 de julho no Recinto Mello Moraes

Pelo 2º ano, a Paróquia Nossa Senhora da Assunção e a Associação Sem Limites realizam o evento no Recinto Mello Moraes. A festa junina, dia 10 de junho, às 19h, tem entrada gratuita. O dinheiro arrecadado com as barracas de alimentação e brincadeiras será revertido para a construção das salas de catequese da Paróquia, no Jardim Ouro Verde. Informações: (14) (14) 3236-6192.

Associação dos Aposentados

Divulgação
Festa Julina da Associação dos Aposentados

A sua já tradicional festa julina beneficente está agendada para o dia 8 de julho, a partir das 18h, com animação da dupla Christian e Gabriel. Haverá barracas com comidas típicas, sorteio de prêmios, dança de quadrilha e bailão. A entrada é gratuita. A Associação está localizada na rua Júlio Prestes, 1-58, no centro de Bauru. Informações: (14) 3233-6437.

Bauru Tênis Clube

Bruno Freitas
A festança caipira do Bauru Tênis Clube

A festança caipira do BTC com comidas típicas e outras variedades será nos dias 2 e 3 de junho, a partir das 18h. Haverá show ao vivo com Renan Augusto e banda; no repertório músicas sertanejas de raiz ao universitário e forró. Entrada livre para sócios e portaria de R$ 10,00 para não-sócios. O BTC fica na avenida José Vicente Aiello, 5-176. Informações: (14) 3235-0500.

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