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Hortas que educam e alimentam comunidades

O Programa de Agricultura Urbana do município está expandindo pelos bairros e fazendo a diferença na vida de famílias, consumidores e estudantes

11/06/17 07:00
Aline Mendes
Carol Ferreira/ Divulgação Sagra
Horta do Jardim Ivone é marco no Programa de Agricultura Urbana e será retomada; na imagem, Maria Rita Cardoso dos Santos cuida da plantação
Por dentro do veículo, equipamentos e mudas

O cultivo de verduras, raízes, legumes e frutas, até mesmo em regiões movimentadas do município, não é novidade. O que mudou em Bauru foi a criação de um canal para dar incentivo, subsídio e assistência especializada à atividade agrícola, sempre importante e, de novo, valorizada.

O Programa de Agricultura Urbana, da Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento (Sagra), existe, no atual formato, há 4 anos. Nesse período, mais de 200 pessoas já passaram por ele. A boa notícia é que a busca por hortas comunitárias, escolares e em projetos sociais está crescendo e as que já estão ativas têm bons resultados.

Também segue firme e forte o curso de produção sustentável de alimentos, que já preparou mais de 150 profissionais entre diretores, professores e educadores em geral como multiplicadores nas escolas e até em seus próprios bairros.

Em julho, 350 merendeiras, convocadas pela Secretaria de Educação, participam de palestra do mesmo Programa.

E as novidades não param por aí: no mês de agosto tem início o projeto "Jovem no Campo" com curso agrícola para estudantes que moram na zona rural. Parte das aulas será no Centro de Difusão de Tecnologia, em Tibiriçá, que está sendo reestruturado e abriga tanto a sede do trabalho técnico quanto o viveiro da Sagra.

Veja outros detalhes na página 2.

Para saber mais sobre o Programa de Agricultura Urbana a reportagem conversou com seu coordenador, Mário Augusto Camargo, o Guto, que é técnico agrícola.

JC - Qual o objetivo?

Mário Augusto Camargo - Trabalhar com pessoas em situação de vulnerabilidade, que nem sempre têm alimentação com qualidade e quantidade suficientes para a boa nutrição. Depois surgiram outros públicos, como as escolas e os projetos sociais que alimentam a população assistida.

JC - O que caracteriza

uma horta comunitária?

Guto - Ela deve atender a comunidade com preço bom e qualidade. Além disso, o responsável não pode vender os produtos para atravessador ou mercado. O que é plantado depende do espaço, mas as principais são hortas folhosas (alface, rúcula, almeirão, couve, salsa e cebolinha, o cheiro verde), frutos (berinjela, jiló, quiabo), e raízes (cenoura, beterraba, rabanete e até mandioca).

JC - Quais os benefícios?

Guto - Faz, de fato, a diferença na vida das pessoas. A gente ouve de relatos de geração ou complementação de renda; os professores contam que os alunos estão se alimentando melhor e fazendo hortas em suas casas. A horta oferece alimentação saudável, cria um ambiente de harmonia, diminui os atritos entre vizinhos e fortalece o sentimento de pertencimento ao bairro. E até contribui com a autoestima dos envolvidos. No Jardim Ivone as participantes comentaram: "deixamos de ser as mulheres da favela para ser da horta".

JC - Os alimentos

são orgânicos?

Guto - Para receber o selo da certificação de orgânico custa caro, cerca de R$ 3 mil reais por ano, é criterioso e requer mão de obra especializada. Por isso dizemos que nossas hortas seguem os princípios orgânicos. Quem compra sabe que o horteiro não usa defensivos agrícolas e retira qualquer item que não se desenvolveu como os outros para evitar disseminação de pragas ou doenças das verduras. É um produto saudável e sem agrotóxico, com preço menor que o do supermercado,

JC - De que forma

a Sagra colabora?

Guto - Através do Programa, ajuda no processo de mobilização e a desenvolver a gestão; dá assistência técnica permanente; faz avaliação do local e projeta o melhor aproveitamento do espaço; realiza palestras e cursos; explica quando e como fazer o plantio e a colheita; faz o preparo da terra e fala sobre serviço de mecanização, repõe sementes e insumos, além de fornecer mudas quando disponíveis e no início, para que o projeto deslanche e seja autônomo. Há também muitas parcerias.

JC - Qual a abrangência

do Programa atualmente?

Guto - Algumas hortas serão reativadas, hoje estão ativas seis hortas comunitárias/ empreendedoras, três hortas escolares (em Emeis) e uma em projeto social. Elas estão presentes nos bairros Mary Dota, Geisel, Vila Industrial, Jardim Jussara, Popular Ipiranga (na FIB), Ferradura Mirim, Jardim Petrópolis (em dois locais), Vila Independência e Jardim Europa.

JC - Há metas

para esse ano?

Guto - Muitas! Ampliar o programa alcançando o maior número possível de bairros; iniciar o projeto "Jovem no Campo"; criar um centro de armazenagem e distribuição dos alimentos, onde eles também poderão ser descascados e embalados para ter valor agregado na hora da venda; Fazer uma parceria com a Pastoral da Criança e mobilizar a implantação de uma horta na região do José Regino, por conta da proximidade com a cozinha comunitária.

JC - Como participar

da Agricultura Urbana?

Guto - Basta entrar em contato com a Secretaria de Agricultura e apresentar uma proposta com caráter comunitário. É importante que o interessado tenha disponibilidade e um local em mente, mesmo que não seja o dono. A gente estuda caso a caso. Se a pessoa tiver um projeto adiantado, o trabalho começa na mesma semana. Não é função da Sagra encontrar o local, mas pode ser que saiba onde há terrenos disponíveis. Vai mais do interessado que da prefeitura ampliar o programa.

Contato com a Sagra pelos telefones (14) 3223-1675 e 3214-4255 ou e-mail [email protected]

Horta é cartão postal entre casas e comércio

É bem fácil encontrar: quem segue sentido centro-bairro pela rua Bernardino de Campos, no Jardim Jussara, região da Vila Falcão, vira à esquerda na quadra 20, na padaria da esquina. Assim, entra na quadra 9 da rua Luiz Bordoni e logo vê um condomínio de predinhos. Lá, ao lado do estacionamento, está a horta do seu Luiz Mario de Camargo.

“A gente está rodeado de casas e estabelecimentos comerciais, a horta é como um cartão postal dessa região movimentada do bairro”, orgulha-se o aposentado, que há mais de 40 anos trabalha com agricultura, cuida desse espaço sozinho e ainda “faz bico” como jardineiro.

Além de complementar seu orçamento doméstico, atender a comunidade e doar alimentos, o horteiro vê outros pontos positivos na atividade. “Tudo é gratificante e acaba sendo uma grande terapia, com benefícios físicos e mentais. Aconselho quem tiver um pedacinho de terra que aproveite para fazer uma horta”.

A área, com cerca de mil metros quadrados, era um terreno baldio ligado ao condomínio onde seu Camargo mora e é zelador. De comum acordo com o proprietário, o espaço foi direcionado para a criação da horta comunitária há 3 anos e meio, dentro do Programa de Agricultura Urbana, da Sagra.

“A ajuda da prefeitura foi importante, um empurrão para começar. Agora estou tentando um caminhão que traga o esterco, porque não tenho veículo e o transporte é difícil. Se eu tiver os produtos na mão, nada me atrapalha e não pretendo parar”, diz empolgado.

DA MELHOR QUALIDADE

A cada 15 dias é feito um plantio diferente, somando 1200 mudas que variam entre quatro tipos de alface, couve, almeirão, salsa e cebolinha, espinafre, rúcula e chicória.

“A partir da quarta semana após o plantio da muda já é possível colher. O gasto médio é de R$ 250,00 e o lucro gira em torno de R$ 800,00. Mesmo tendo experiência, no começo do ano perdi muito com a chuva, só que não aumento o preço”.

A clientela aprova. “O pessoal sabe a procedência e elogia a qualidade. Até o sabor e o cheiro são diferentes, porque a hortaliça é pura, não tem veneno. Muita coisa é colhida na hora e as pessoas valorizam o que não tem agrotóxico, até porque dura bem até 15 dias na geladeira, é só passar na água e consumir”, ressalta o horteiro.

Durante a semana os moradores do bairro compram na horta; no fim de semana, seu Camargo sai com a carriola para vender na rua. “Um freguês passa para o outro e vem gente todo dia. É importante prestigiar a horta comunitária e valorizar esse trabalho, pois hoje falta mão de obra rural”, conclui.

Projeto Jovem no Campo deve ser referência 

É bem fácil encontrar: quem segue sentido centro-bairro pela rua Bernardino de Campos, no Jardim Jussara, região da Vila Falcão, vira à esquerda na quadra 20, na padaria da esquina. Assim, entra na quadra 9 da rua Luiz Bordoni e logo vê um condomínio de predinhos. Lá, ao lado do estacionamento, está a horta do seu Luiz Mario de Camargo.

"A gente está rodeado de casas e estabelecimentos comerciais. A horta é como um cartão postal dessa região movimentada do bairro", orgulha-se o aposentado, que há mais de 40 anos trabalha com agricultura, cuida desse espaço sozinho e ainda "faz bico" como jardineiro.

Além de complementar seu orçamento doméstico, atender a comunidade e doar alimentos, o horteiro vê outros pontos positivos na atividade. "Tudo é gratificante e acaba sendo uma grande terapia, com benefícios físicos e mentais. Aconselho quem tiver um pedacinho de terra que aproveite para fazer uma horta".

A área, com cerca de mil metros quadrados, era um terreno baldio ligado ao condomínio onde seu Camargo mora e é zelador. De comum acordo com o proprietário, o espaço foi direcionado para a criação da horta comunitária há 3 anos e meio, dentro do Programa de Agricultura Urbana, da Sagra.

"A ajuda da prefeitura foi importante, um empurrão para começar. Agora estou tentando um caminhão que traga o esterco, porque não tenho veículo e o transporte é difícil. Se eu tiver os produtos na mão, nada me atrapalha e não pretendo parar", diz empolgado.

DA MELHOR QUALIDADE

A cada 15 dias é feito um plantio diferente, somando 1200 mudas que variam entre quatro tipos de alface, couve, almeirão, salsa e cebolinha, espinafre, rúcula e chicória.

"A partir da quarta semana após o plantio da muda já é possível colher. O gasto médio é de R$ 250,00 e o lucro gira em torno de R$ 800,00. Mesmo tendo experiência, no começo do ano perdi muito com a chuva, só que não aumento o preço".

A clientela aprova. "O pessoal sabe a procedência e elogia a qualidade. Até o sabor e o cheiro são diferentes, porque a hortaliça é pura, não tem veneno. Muita coisa é colhida na hora e as pessoas valorizam o que não tem agrotóxico, até porque dura bem até 15 dias na geladeira, é só passar na água e consumir", ressalta o horteiro.

Durante a semana os moradores do bairro compram na horta; no fim de semana, seu Camargo sai com a carriola para vender na rua. "Um freguês passa para o outro e vem gente todo dia. É importante prestigiar a horta comunitária e valorizar esse trabalho, pois hoje falta mão de obra rural", conclui.

Plantação é xodó de alunos no Ferradura Mirim

Aline Mendes
Parte das crianças e dos jovens atendidos pelo Seara de Luz mostram com orgulho a horta do projeto social

Não precisa convidar duas vezes: a molecada curte pra valer cuidar da horta do projeto social Seara de Luz, mantido pelo Ceac (Centro Espírita Amor e Caridade), na quadra 6 da rua Santa Beatriz da Silva, no Ferradura Mirim. E mais: adora ter os alimentos que ajudou a cultivar no prato.

Há 3 anos o local conta com uma horta que faz parte do Programa de Agricultura Urbana da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Sagra). Com verduras, legumes, frutas e flores, a pequena plantação é o "xodó" dos alunos e de quem trabalha no projeto social. "Eles fazem questão de ajudar o zelador, seu Reinaldo Viotto, a manter tudo direitinho, tirar o mato, plantar, regar, colher e comer o que sai da nossa horta", garante Karen Guimarães, educadora social e coordenadora pedagógica do Seara de Luz.

"A horta é um instrumento didático importante e deixou nosso espaço melhor. O apoio da prefeitura é fundamental e recomendo a outros projetos sociais".

A HORTA

Tudo que é colhido vai para a cozinha da entidade e o que sobra é doado para as famílias dos alunos assistidos. "Eles também levam mudas e são incentivados a plantar em casa. Aprendem não só a cultivar no tempo certo e a valorizar os alimentos saudáveis, mas também sobre preservação ambiental", informa Karen.

"O legal é que eles gostam mesmo de verduras e legumes, não têm restrição alimentar e até preferem sucos naturais em vez de outras opções. Estão crescendo com hábitos mais saudáveis. Por isso é raro ficarem doentes", comemora a educadora.

A aluna Ana Júlia Silva Amorim, 10 anos, comprova. "Eu gosto da horta, venho quase todo dia ajudar o seu Reinaldo. Temos várias plantações, até de tomate! É legal comer o que ajudei a plantar".

De fato, o espaço enche os olhos. "Muitos alunos ajudam na horta e nossa plantação fica bonita... Ah, também fica gostoso", completa Yasmim Matos Barros, 10 anos.

O PROJETO

Criado há 11 anos, o Seara de Luz atende 170 crianças e adolescentes entre 6 e 15 anos no contraturno escolar com reforço e atividades em sala de aula, brinquedoteca, artesanato, grafite, basquete, música, informática e natação, em parceria com a ABDA (Associação Bauruense de Desportos Aquáticos).

"O objetivo é que esses alunos não fiquem pelas ruas. Há um vínculo muito forte com a comunidade e alguns estão desde bem pequenos, crescendo com a gente", lembra.

Mais que ocupar a agenda dos pequenos e jovens, o projeto também zela pela saúde deles. Por isso, presta atendimento odontológico com dentista voluntário e preza pela alimentação saudável. "A gente tenta suprir as necessidades nutricionais deles e as cozinheiras fazem cursos para o melhor aproveitamento dos produtos e a inovação em receitas". Daí a importância de manter a horta em dia.

Para saber mais sobre o projeto social entre em contato pelo telefone (14) 3281-2879.

Horta de Emei na Vila Independência já dá frutos

Em fevereiro deste ano a equipe do Programa de Agricultura Urbana, da Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento (Sagra), deu os primeiros passos para a implantação de uma nova horta na Emei Francisco Gabriele Neto, na Vila Independência.

Logo após o preparo e a nutrição do solo, os canteiros foram levantados e, em poucos dias, o local recebeu sementes e mudas de culturas como alface, almeirão, couve e berinjela. No comecinho de março, os alunos participaram do plantio e receberam informações sobre a horta, que será mantida com a ajuda deles por professores e funcionários da escola, com o apoio da Sagra.

"O intuito é despertar nas crianças o interesse em lidar com a terra; ensinar o compromisso diário com a horta e como se desenvolve a planta e, o mais importante, criar um hábito alimentar saudável, tendo em vista que professores desta unidade escolar relataram a dificuldade das crianças em se alimentarem adequadamente", aponta o técnico agrícola Guto Camargo, que coordena o programa.

COLHEITA

No início de maio, Guto foi convidado para almoçar com as crianças na escola. No cardápio, alimentos colhidos por elas na própria horta!

"Foi uma delícia! Para os alunos é uma festa... Eles ficam orgulhosos por comerem do que ajudaram a plantar. Os professores relataram que as crianças melhoram a alimentação, consumindo itens que antes não comiam", relembra o responsável pelo Programa de Agricultura Urbana. "A criatividade na hora de inserir os alimentos nas refeições também conta. Lá já fizeram até pizza de brócolis".

Projeto social ganha horta em parceria com empresa

Não precisa convidar duas vezes: a molecada curte pra valer cuidar da horta do projeto social Seara de Luz, mantido pelo Ceac (Centro Espírita Amor e Caridade), na quadra 6 da rua Santa Beatriz da Silva, no Ferradura Mirim. E mais: adora ter os alimentos que ajudou a cultivar no prato.

Há 3 anos o local conta com uma horta que faz parte do Programa de Agricultura Urbana da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Sagra). Com verduras, legumes, frutas e flores, a pequena plantação é o "xodó" dos alunos e de quem trabalha no projeto social. "Eles fazem questão de ajudar o zelador, seu Reinaldo Viotto, a manter tudo direitinho, tirar o mato, plantar, regar, colher e comer o que sai da nossa horta", garante Karen Guimarães, educadora social e coordenadora pedagógica do Seara de Luz.

"A horta é um instrumento didático importante e deixou nosso espaço melhor. O apoio da prefeitura é fundamental e recomendo a outros projetos sociais".

A HORTA

Tudo que é colhido vai para a cozinha da entidade e o que sobra é doado para as famílias dos alunos assistidos. "Eles também levam mudas e são incentivados a plantar em casa. Aprendem não só a cultivar no tempo certo e a valorizar os alimentos saudáveis, mas também sobre preservação ambiental", informa Karen.

"O legal é que eles gostam mesmo de verduras e legumes, não têm restrição alimentar e até preferem sucos naturais em vez de outras opções. Estão crescendo com hábitos mais saudáveis. Por isso é raro ficarem doentes", comemora a educadora.

A aluna Ana Júlia Silva Amorim, 10 anos, comprova. "Eu gosto da horta, venho quase todo dia ajudar o seu Reinaldo. Temos várias plantações, até de tomate! É legal comer o que ajudei a plantar".

De fato, o espaço enche os olhos. "Muitos alunos ajudam na horta e nossa plantação fica bonita... Ah, também fica gostoso", completa Yasmim Matos Barros, 10 anos.

O PROJETO

Criado há 11 anos, o Seara de Luz atende 170 crianças e adolescentes entre 6 e 15 anos no contraturno escolar com reforço e atividades em sala de aula, brinquedoteca, artesanato, grafite, basquete, música, informática e natação, em parceria com a ABDA (Associação Bauruense de Desportos Aquáticos).

"O objetivo é que esses alunos não fiquem pelas ruas. Há um vínculo muito forte com a comunidade e alguns estão desde bem pequenos, crescendo com a gente", lembra.

Mais que ocupar a agenda dos pequenos e jovens, o projeto também zela pela saúde deles. Por isso, presta atendimento odontológico com dentista voluntário e preza pela alimentação saudável. "A gente tenta suprir as necessidades nutricionais deles e as cozinheiras fazem cursos para o melhor aproveitamento dos produtos e a inovação em receitas". Daí a importância de manter a horta em dia.

Para saber mais sobre o projeto social entre em contato pelo telefone (14) 3281-2879.

 

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