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Fortaleza e GREB : dois clubes muito família em um só bairro

A tradicional Vila Falcão, abriga dois cubes de recreação e lazer, com frequentadores de todos os cantos da cidade, com uma filosofia comum: valorização da família

08/10/17 07:00
Dulce Kernbeis
Divulgação
Clube Fortaleza

A distância entre os dois é pequena, mas além do bairro, a Vila Falcão, o G.R.E.B. - Grêmio Recreativo Energético de Bauru e o BEC/FAC - Bandeirantes Esporte Clube e Fortaleza Atlético Clube têm muito mais em comum.

Chamados carinhosamente de GREB e Fortaleza eles são clubes que nasceram antes de mais nada de categorias de trabalhadores: os eletricitários e os operários que num determinado momento resolveram se unir e, de categorias comuns nasceram duas grandes obras 

Cada qual com sua história, as duas entidades valorizam acima de tudo a família. São ponto de encontro de lazer, recreação e até aprendizagem de um esporte, bem como de festas, onde estão presentes pessoas de todas as idades, avós, pais, filhos, netos. E têm as portas abertas para frequentadores de todos os cantos da cidade.

Fruto de eletricitários

O GREB  foi fundado em janeiro de 1983 e na sua fundação era constituído privativamente de sócios funcionários da CESP (a grande estatal de produção de energia elétrica a Companhia Energética de São Paulo). Nessa época a estatal viu a necessidade de ter um clube para seus funcionários e familiares. Sua sede inicial na Rua Marcondes de Salgado, posteriormente na rua Gerson França, também no centro (esquina com a Rua Bandeirantes) e em seguida na Rua Antônio Alves.

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GREB  foi fundado em janeiro de 1983

Todas as sedes em imóveis alugados que eram mantidas em 90% dos casos pela própria estatal. Mas na década de 90, já com o processo de privatização de grande parte da empresa, os associados do clube viram a necessidade de uma sede própria, e assim em 1992 vislumbraram a possibilidade de tê-la. E foi o que ocorreu. 

 

Aceituno Jr.
Academia do GREB tem alta frequência o ano todo

 

 

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O futebol no Fortaleza atrai pessoas de todas as idades e de diversos bairros da cidade

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Família é o forte do Fortaleza 

Quem ouve o aposentado João Carlos Tobias falar com paixão sobre o Fortaleza fica encantado. "Aqui é minha outra casa, só tenho bons amigos", diz. Falando assim, a gente pensa que ele está há anos frequentando o clube. Nada disso. Tobias ficou fora da cidade, trabalhando em São Paulo, por pelo menos 44 anos. Só agora, há dois anos, voltou para o reduto bauruense. E mora nas imediações, a Vila Souto, próximo à Igreja de São Benedito. 

De forma que fica fácil para ele estar ali. "Aproveito tudo, piscina, futebol, sauna, academia. E meus netos mais ainda (são cinco - quatro meninos entre 7 e 13 anos que moram em Bauru e uma menina de 7 anos que mora em Toledo, no Paraná). Eles adoram". Tobias também tem uma queda pelo futebol. Fala com orgulho do filho, o jogador Pedro Rafael Tobias, ou simplesmente o Tobias, que foi do Noroeste e "subiu com o clube para a Primeira Divisão".

E futebol é mesmo o forte do Fortaleza, com o perdão do trocadilho. Mas é que é uma das atividades mais conhecidas do clube. Com um campeonato tradicionalíssimo, disputado duas vezes por ano pelo associados, conta para quem não sabe o presidente da entidade, Ricardo Soriano, o Ricardo Carioca.

"De fato, temos um futebol bem forte. São campeonatos excelentes e o clube é muito bem frequentado nos finais de semana, de sexta a domingo, com as partidas, sem contar que nas quintas-feiras ainda temos o famoso rachão, que é aquele jogo tradicional de futebol entre amigos", conta o presidente.

Mas ele enumera também as outras atividades, muitas delas envolvendo as mulheres, como as aulas de zumba, a academia, a sauna masculina e feminina e as piscinas, com hidroginástica e recreação. "Agora, com a mudança da estação, a piscina é muito bem frequentada, muito limpa, temos um funcionário só para cuidar dela, todos os dias, para garantir que a família tenha o melhor."

Custo-benefício

O presidente diz se orgulhar de ser um clube de classe média, com origens operárias e ter cerca de 200 sócios, com a menor mensalidade pelo que oferece. "Não cobramos por nenhuma das atividades, à exceção da academia, que é terceirizada e ainda assim só cobra uma taxa de R$ 30,00 ao mês. Aqui, a sauna, a hidro tudo já está no pacote do associado", lembra ele.

A mensalidade familiar fica na casa dos R$ 110,00. "Não estamos vendendo títulos, já temos uma frequência de 500 a 600 associados e seus familiares todo mês, mas para quem quiser ficar sócio, aceitamos o chamado sócio-contribuinte, desde que devidamente avalizado por um sócio-patrimonial, para a gente se certificar da idoneidade. E veja, aceitamos não só o casal e seus filhos, mas eles podem também colocar como dependente mães, pais e sogros e sogras. A média é de seis pessoas por família, nenhum outro clube oferece isso".

Ações beneficentes

O Fortaleza também está de portas abertas para atividades sociais em prol da comunidade. No próximo dia 12 de outubro, Dia das Crianças, o grupo Esquadrão do Bem realiza sua festa social em prol de crianças carentes usando as dependências, especialmente as piscinas do local. São meninos e meninas que não teriam acesso a um clube, e nesse dia podem usufruir à vontade do lazer.

Outro exemplo do que acontece por lá são os chamados "arraiás solidários", as festas juninas, que têm a participação e beneficiam várias entidades que cuidam de carentes, como  Casa de Efrain, Brasil para Cristo, Pastoral da Sobriedade e Esquadrão do Bem, que com o dinheiro das barracas têm um reforço na manutenção das obras".

Ah! E para lembrar como é acessível, como diz o próprio presidente, o ingresso para essa festa em geral custam módicos R$ 2,00. Como convém a um clube voltado para a classe média operária. 

Karatê de alto nível

Quem ouve o aposentado João Carlos Tobias falar com paixão sobre o Fortaleza fica encantado. "Aqui é minha outra casa, só tenho bons amigos", diz. Falando assim, a gente pensa que ele está há anos frequentando o clube. Nada disso. Tobias ficou fora da cidade, trabalhando em São Paulo, por pelo menos 44 anos. Só agora, há dois anos, voltou para o reduto bauruense. E mora nas imediações, a Vila Souto, próximo à Igreja de São Benedito. 

De forma que fica fácil para ele estar ali. "Aproveito tudo, piscina, futebol, sauna, academia. E meus netos mais ainda (são cinco - quatro meninos entre 7 e 13 anos que moram em Bauru e uma menina de 7 anos que mora em Toledo, no Paraná). Eles adoram". Tobias também tem uma queda pelo futebol. Fala com orgulho do filho, o jogador Pedro Rafael Tobias, ou simplesmente o Tobias, que foi do Noroeste e "subiu com o clube para a Primeira Divisão".

E futebol é mesmo o forte do Fortaleza, com o perdão do trocadilho. Mas é que é uma das atividades mais conhecidas do clube. Com um campeonato tradicionalíssimo, disputado duas vezes por ano pelo associados, conta para quem não sabe o presidente da entidade, Ricardo Soriano, o Ricardo Carioca.

"De fato, temos um futebol bem forte. São campeonatos excelentes e o clube é muito bem frequentado nos finais de semana, de sexta a domingo, com as partidas, sem contar que nas quintas-feiras ainda temos o famoso rachão, que é aquele jogo tradicional de futebol entre amigos", conta o presidente.

Mas ele enumera também as outras atividades, muitas delas envolvendo as mulheres, como as aulas de zumba, a academia, a sauna masculina e feminina e as piscinas, com hidroginástica e recreação. "Agora, com a mudança da estação, a piscina é muito bem frequentada, muito limpa, temos um funcionário só para cuidar dela, todos os dias, para garantir que a família tenha o melhor."

Custo-benefício

O presidente diz se orgulhar de ser um clube de classe média, com origens operárias e ter cerca de 200 sócios, com a menor mensalidade pelo que oferece. "Não cobramos por nenhuma das atividades, à exceção da academia, que é terceirizada e ainda assim só cobra uma taxa de R$ 30,00 ao mês. Aqui, a sauna, a hidro tudo já está no pacote do associado", lembra ele.

A mensalidade familiar fica na casa dos R$ 110,00. "Não estamos vendendo títulos, já temos uma frequência de 500 a 600 associados e seus familiares todo mês, mas para quem quiser ficar sócio, aceitamos o chamado sócio-contribuinte, desde que devidamente avalizado por um sócio-patrimonial, para a gente se certificar da idoneidade. E veja, aceitamos não só o casal e seus filhos, mas eles podem também colocar como dependente mães, pais e sogros e sogras. A média é de seis pessoas por família, nenhum outro clube oferece isso".

Ações beneficentes

O Fortaleza também está de portas abertas para atividades sociais em prol da comunidade. No próximo dia 12 de outubro, Dia das Crianças, o grupo Esquadrão do Bem realiza sua festa social em prol de crianças carentes usando as dependências, especialmente as piscinas do local. São meninos e meninas que não teriam acesso a um clube, e nesse dia podem usufruir à vontade do lazer.

Outro exemplo do que acontece por lá são os chamados "arraiás solidários", as festas juninas, que têm a participação e beneficiam várias entidades que cuidam de carentes, como  Casa de Efrain, Brasil para Cristo, Pastoral da Sobriedade e Esquadrão do Bem, que com o dinheiro das barracas têm um reforço na manutenção das obras".

Ah! E para lembrar como é acessível, como diz o próprio presidente, o ingresso para essa festa em geral custam módicos R$ 2,00. Como convém a um clube voltado para a classe média operária. 

GREB valoriza convivência e foco social

No meio da entrevista com o presidente do GREB, José Colombo, chega o aposentado Oswaldo Borges de Souza, uma figura bastante conhecida na Vila Falcão/Pacífico. Afinal, ele é morador da região desde 1975 e, como sócio do clube, tem cadeira cativa nas serestas, bailes e shows que a entidade oferece.

"Tenho até a mesa que eu e minha mulher gostamos, nosso lugar já está marcado. E estamos aqui toda semana", diz, elogiando o clube que viu crescer desde a fundação. "É uma espécie de quintal da nossa casa", brinca, fazendo eco às palavras do presidente, para quem não falta no clube.

José Colombo elenca as atividades que a entidade oferece, desde saunas (masculina e feminina), academia com ginástica localizada, alongamento, musculação, aula de zumba. 

Há ainda a utilização das quadras para disputa de futsal e aulas de karatê e xadrez. Sem falar nas piscinas (uma delas coberta e aquecida para hidroginástica) e, claro, lazer.

"Foi um trabalho difícil. Tivemos muito esforço, de todas as diretorias, para conseguir montar toda esta estrutura, mas conseguimos", lembra o presidente, para quem o mais importante do clube, hoje, é focar na família, no social.

"Desenvolver a infraestrutura com condições favoráveis de proporcionar todo o conforto aos associados e familiares, transformando o GREB, acima de tudo, numa grande família, sempre foi a nossa meta", diz Colombo. Para ele ainda há muito o que fazer e proporcionar aos associados, mas o que está acima de tudo é ter um clube com pessoas "comprometidas com questões ligadas à ética, moral e integridade social".

Por isso, também o GREB não expande o número de associados aleatoriamente. "Estamos ao lado do ginásio Panela de Pressão, num bairro bem populoso, e fazemos a política da boa vizinhança. Temos aqui frequentadores bem família. Toda sexta-feira, o clube tem seresta e faz questão de incentivar a cultura raiz, além de promover grandes shows que ajudam na manutenção das instalações. Esta madrugada mesmo, quem deve ter dado o ar da graça por lá foi a dupla sertaneja Matão e Mathias.

 

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