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Em Bauru, preço do botijão já sobe

Unidade de 13 quilos chegou a ter aumento de R$ 6,00 na cidade; o reajuste será mensal e faz parte da nova política de preços adotada pela Petrobras

15/06/17 07:00
Cinthia Milanez
Malavolta Jr.
Jogou o preço lá pra cima: gás de cozinha começou a pesar mais no bolso da população

O gás de cozinha começou a pesar mais no bolso de quem vive em Bauru, onde o botijão de 13 quilos já chega a ser vendido por até R$ 64,00. O reajuste faz parte da nova política nacional de preços adotada pela Petrobras, na qual as correções terão vigência a partir do dia 5 de cada mês. Em junho, a medida passou a ser praticada desde o último dia 8.

Uma pesquisa feita pelo JC em, ao menos, quatro fornecedores de diferentes regiões da cidade constatou que o preço do botijão subiu em torno de R$ 6,00, se comparado com a semana anterior. Porém, em uma revendedora situada no Parque Jaraguá, houve um reajuste menor, de R$ 3,00.

Mesmo assim, a proprietária do local, que preferiu não se identificar, alega que está difícil de vencer a concorrência. "Há muitos revendedores clandestinos, que compram os botijões e saem entregando, sem um local adequado para armazenar. Por isso, cobram mais barato e fica difícil para quem segue a lei", explica.

O dono de outra loja, situada na Vila Souto, vendia o produto por R$ 56,00, mas passou a cobrar R$ 60,00 e pretende subir para R$ 62,00. "Nossa margem de lucro sobre o botijão de gás é baixa e ganhamos sobre a quantidade vendida. Como muita gente procura pelos clandestinos, terei de aumentar o preço", argumenta.

Outro homem, que também não quis se identificar, é proprietário de duas revendedoras de gás, uma localizada no Jardim Redentor e outra no Bela Vista. Da semana passada para cá, o preço do produto passou de R$ 58,00 para R$ 64,00, um aumento de R$ 6,00.

NOVA POLÍTICA

Conforme o JC noticiou, a partir de agora, o preço final do gás de cozinha às distribuidoras será formado pela média mensal das cotações do butano e do propano no mercado europeu, convertida em reais pela média diária das cotações de venda do dólar, conforme divulgada pelo Banco Central, acrescida de uma margem de 5%.

A aplicação da nova fórmula de preços para o gás de cozinha implicará em um aumento médio, nas refinarias, de 6,7% só neste mês.

Segundo a Petrobras, o preço final ao consumidor pode ou não refletir o ajuste feito nas refinarias - isso depende de repasses feitos por outros integrantes da cadeia de combustíveis, especialmente, distribuidoras e revendedores, uma vez que a lei brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados.

Na composição de preços ao consumidor, a Petrobras responde por cerca de 25% do valor final, outros 20% são tributos e 55% são compostos por distribuição e revenda.

O penúltimo reajuste no preço do produto, aplicado pela Petrobras, havia ocorrido em 21 de março deste ano.

'Vai impactar e muito', diz economista

Quioshi Goto/JC Imagens
Carlos Sette não acredita que consumidor não será afetado

O economista Carlos Sette explica que o gás de cozinha é um produto de primeira necessidade, assim como os alimentos e remédios. Segundo ele, o reajuste mensal pesará no bolso de todos, mas, principalmente, dos mais pobres, uma vez que o impacto no orçamento é maior.

"Geralmente, os salários sobem uma vez ao ano, através do dissídio coletivo, que reajusta a inflação do ano anterior. Se o produto sofrer alterações mensais, vai impactar e muito", afirma.

Sette acredita que, dificilmente, o consumidor final não seja afetado com a nova política de preços, conforme diz a Petrobras. "A matéria-prima é nobre e rara, além de ter uma alta procura, afinal, não dá para substituir o gás de cozinha", finaliza o economista.

Outro ponto a ser levado em consideração são os aumentos em cadeia provocados no ramo alimentício.

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