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Campanha contra choques quer sensibilizar autônomos

Eletricistas particulares e calheiros, por exemplo, estão na mira do trabalho de conscientização realizado pela CPFL

19/06/17 07:00
Marcus Liborio
Divulgação
Pelo risco, pintores de fachada estão entre os profissionais que se tornaram alvo da campanha

Queimaduras, contração muscular, perda de sentidos e até morte são algumas das consequências de um choque elétrico. Nos últimos três anos, a CPFL Paulista registrou 10 acidentes em Bauru e região, com quatro vítimas fatais. O número de ocorrências, porém, não reflete a realidade, já que nem todos os casos chegam ao conhecimento da companhia, que iniciou, nesta semana, uma ampla campanha de segurança para alertar a população sobre os riscos do manuseio inadequado da rede elétrica.

Segundo o engenheiro líder da CPFL em Bauru, Carlos Eduardo Mady, a ação busca combater a subnotificação dos casos ao atingir, principalmente, os profissionais liberais, como pintores de fachadas, calheiros, eletricistas particulares e trabalhadores da área rural.

"Já existe um trabalho de prevenção e conscientização em escolas e nas empresas. A ideia é que esta ação chegue também até os autônomos, que atuam sem registro em carteira, como pintores e pedreiros. Nem sempre somos informados quando há acidentes com eles", explica.

Com a mensagem "Chega de Choque", a campanha, com duração até dezembro deste ano, envolve a divulgação de conteúdos sobre segurança em rádios, Facebook e banners de Internet, em anúncio em jornal e carro de som.

O Grupo CPFL realizará diversas "blitz" pelas cidades de sua área de concessão, com a distribuição de folders e materiais alusivos em lojas de materiais de construção, sindicatos e associações de bairro.

Também vão alertar a população sobre outros perigos, como o de empinar pipas próximo da rede elétrica, instalar bandeirolas neste período de festas juninas (veja dicas de segurança nesta página) e fazer ligações elétricas sem conhecimento, entre outros.

ERROS

O número de acidentes com a rede elétrica envolvendo profissionais liberais e a população geral motiva a ação: em 2015, foram 75 ocorrências na rede elétrica do Grupo CPFL (envolvendo 623 municípios), sendo 15 deles fatais.

Em 2016, a quantidade de acidentes caiu, mas o número de vítimas fatais aumentou: foram registrados 50 casos que vitimaram 25 pessoas. Esse ano, entre janeiro e abril, foram anotados 20 acidentes, sendo 13 fatais.

"Utilizar cabos de alumínio para pintar estruturas elevadas, como fachadas, bem como não solicitar à CPFL o desligamento da rede em trabalhos próximos à rede elétrica são os erros mais comuns. Em muitos casos, faltam informação e conscientização", aponta Mady.

Na rede primária, destaca o engenheiro, a descarga elétrica é de 13.200 volts. "O choque acaba sendo fatal. Por isso, a campanha visa valorizar a vida e reforçar a importância do trabalho mais seguro", finaliza Carlos Eduardo Mady.

Pipas

O período de férias escolares acende alerta à população, já que aumenta o número de ocorrências envolvendo pipas. Risco ainda maior relacionado ao temido cerol. A prática ilegal pode terminar em tragédia e causar interrupção do fornecimento de energia elétrica nos bairros.

A orientação (já conhecida, mas muitas vezes não observada) é a de empinar os papagaios longe dos cabos elétricos e em espaços abertos, como praças, parques e campos de futebol. A utilização de rabiolas deve ser evitada, pois elas agarram nos fios elétricos.

No Brasil

No País, segundo a Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade, foram registrados 814 acidentes com choque em 2016, sendo 599 fatais. Deles, 147 eram profissionais da construção civil e manutenção predial - na sua maioria autônoma. Perderam a vida 82 pedreiros, pintores, soldadores, serralheiros e ajudantes, oito trabalhadores do ramo de instalação de fachadas e painéis e 57 eletricistas.

 

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