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Polícia Civil de Bauru identifica homem que atropelou e matou cão

Acusado já era procurado por não pagar pensão alimentícia e acabou preso, mas também responderá pelo crime de omissão de socorro

09/10/17 07:00
Marcus Liborio
Divulgação 
Pequeno, de 5 anos, foi atropelado no mês passado; o cãozinho chegou a ser socorrido e levado ao veterinário, mas não resistiu aos ferimentos 

"A minha casa ficou mais triste". O desabafo é da dona do Pequeno, um cachorro sem raça definida que morreu após ter sido atropelado por um carro no mês passado, no bairro Pousada da Esperança 1, em Bauru. Só que a Polícia Civil conseguiu identificar o motorista, que fugiu do local do acidente sem prestar socorro ao animal.

O autônomo (a identidade não foi revelada pela polícia), de 24 anos, já era procurado pela Justiça por não pagar pensão alimentícia e acabou preso. Entretanto, um termo circunstanciado foi registrado e encaminhado ao Judiciário local para aplicação das penas cabíveis por conta da morte do cachorro, informou Dinair José da Silva, delegado titular de crimes ambientais da Central de Polícia Judiciária (CPJ).

O atropelamento ocorreu no dia 16 de setembro. Dinair explica que, depois do registro da ocorrência, o Setor de Investigações Gerais (SIG) realizou diligências e analisou imagens captadas por câmeras de monitoramento da via pública, chegando até o proprietário do Ford Verona conduzido pelo acusado.

"O rapaz, que já tem passagens por roubo, confessou o crime de omissão de socorro. Segundo testemunhas, o condutor andava em alta velocidade no momento do acidente. O rapaz disse que não parou o carro porque pensou que o cachorro estivesse bem, mas tudo indica que ele seguiu o trajeto em razão de estar com a CNH suspensa", destaca o delegado.

LEIS BRANDAS

A legislação atual impõe pena de detenção de três meses a um ano para crimes de maus-tratos a animais, que, geralmente, são revertidas em prestação de serviços à comunidade. O tempo pode ser ampliado em até um terço caso o bicho morra. "A omissão de socorro acaba sendo mais grave do que o atropelamento. Porém, é a Justiça quem determinará a pena", diz Dinair.

Em casos de atropelamento, ele orienta que o socorro deve ser prestado imediatamente. "A própria pessoa pode levar o animal para um veterinário ou acionar alguma ONG, o Centro de Zoonoses e até mesmo a polícia, para evitar confusão causada por revolta dos populares".

A Polícia Civil pede para que a população colabore fazendo a denúncia de maus-tratos por meio do telefone 197. O anonimato é garantido.

'Dormia comigo'

A dona do Pequeno, que preferiu não se identificar, conta que o cão, sem raça definida, foi abandonado há cinco anos em frente à sua loja. "Ele era filhote e pesava 520 gramas. Passei a cuidar dele. Era um cachorro muito esperto e dócil. Dormia comigo na minha cama", conta a mulher, que cuida de mais nove cachorros que foram deixados na rua.

"O rapaz passou por cima do Pequeno como se fosse um pedaço de papel qualquer, sem diminuir a velocidade e sem parar pro socorro. Foi uma morte muito triste e dolorosa", lamenta.

 

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