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Skaf: conclusão do julgamento da chapa Dilma-Temer deverá ajudar a economia

Em visita a Bauru, presidente da Fiesp, Ciesp, Sesi, Senai e Sebrae vê com otimismo a possibilidade de estabilização política após fim do processo nessa sexta (9)

10/06/17 07:00
Tisa Moraes
Samantha Ciuffa
Skaf não descarta se candidatar ao governo do Estado em 2018

"Com a definição do cenário político, nosso esforço é para que, rapidamente, a economia tenha uma retomada". Foi com tom de otimismo que Paulo Skaf, presidente da Fiesp, Ciesp, Sesi-SP, Senai-SP e Sebrae-SP, se referiu ao resultado do julgamento da ação que pedia a cassação da chapa Dilma-Temer, no TSE. Na região para visitar eventos em Bauru e inaugurar projetos do Senai-SP e do Sesi-SP em Lençóis Paulista, Macatuba, Pederneiras e São Manuel, ele esteve no Café com Política, do JC, nessa sexta-feira (9), quando revelou suas impressões sobre o cenário político e econômico do País.

Também contou que deve se manter por mais um mandato à frente da Fiesp e que não descarta se candidatar novamente ao governo de São Paulo nas eleições de 2018. "Eu diria que seria muito normal", adianta. Leia, abaixo, os principais trechos.

JC - Ainda que de maneira tímida, o emprego na indústria começou a esboçar reação no início deste ano. Qual sua perspectiva em relação ao que virá nos próximos meses?

Skaf - Tivemos uma queda muito significativa na economia em 2015 e 2016 e acabamos levando o País a um desemprego de quase 14 milhões de pessoas. O agronegócio começou a apresentar uma recuperação forte desde o ano passado e, em 2017, este movimento se estendeu à indústria de transformação, comércio e serviços. Temos tudo para registrar PIB positivo neste ano, de crescimento, ao menos, de 1%, com a consequente retomada de empregos.

JC - E, na sua avaliação, como presidente do Sebrae, como as micro e pequenas empresas estão se sustentando diante deste cenário?

Skaf - Quando a economia vai mal, vai mal para todo mundo. E, quando começa a melhorar, é a mesma coisa. A economia vem dando sinais de recuperação e a micro e pequena empresa está inserida neste contexto. Depois deste 'acidente de percurso' com a JBS, deu uma parada. Agora, após o julgamento do TSE (da ação que pedia a cassação da chapa Dilma-Temer), com a definição do cenário político, nosso esforço é para que, rapidamente, a economia tenha uma retomada.

JC - Seu mandato como presidente do Ciesp e Fiesp termina no final deste ano. O senhor pretende continuar à frente das duas entidades?

Skaf - Foi registrada uma chapa única com unanimidade dentro da Fiesp, encabeçada por mim, para as eleições que ocorrem no dia 7 de agosto. Se o destino não me levar para outro caminho, sigo como presidente pelos próximos quatro anos.

JC - Há planos para se candidatar a algum cargo nas eleições de 2018?

Skaf - Em 2014, fui candidato a governador e tive uma votação expressiva de quase 5 milhões de votos. Hoje, estou totalmente concentrado em ajudar o Brasil a voltar a crescer e gerar empregos. Mas, dependendo dos acontecimentos, em 2018, eu paro para avaliar as circunstâncias. Não seria nada anormal uma candidatura minha ao governo de São Paulo. Eu diria que seria muito normal.

JC - Na sua opinião, as reformas Trabalhista e Previdenciária, da forma como estão apresentadas, devem ser aprovadas?

Skaf - O Brasil precisa. A modernização das leis trabalhistas é necessária. E a reforma da Previdência, ou você faz, ou o País quebra. Não tem como fechar a conta. A aprovação das reformas vai gerar confiança e atrair muito investimento ao Brasil, gerando empregos e fazendo com que a economia retome o crescimento.

JC - Avalia que a Operação Lava Jato tem sido eficiente para combater a corrupção?

Skaf - Com provas, respeitando a lei, penalizar corruptos e corruptores é muito bom para o Brasil. Mas qualquer ação, da Lava Jato ou não, que pretenda condenar a classe política brasileira como um todo gera uma crise institucional muito negativa para o País. É preciso separar o joio do trigo. Existem maus políticos e bons políticos, assim como maus e bons médicos, advogados, empresários. Seria um desrespeito à democracia não respeitar a classe política e os Três Poderes.

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