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Viva, Chico!

27/03/17 15:10

Uma das situações mais dignas, reais e elogiáveis que pudemos acompanhar pelo Facebook nos últimos meses foi a saga do filho de Dani Guedes Bombini e de Beto Bombini, o bebê bauruense Chico, que insistiu muito em vir a este mundo, mesmo com a bagunça que se instalou por aqui e com os riscos que viver significa. E, após uma grande batalha pela vida, ele conseguiu. Chegará hoje à sua nova morada, a casa dos Bombini.

Chico mudou a rotina e virou o galã do Hospital da Unimed. Fez várias cirurgias, terapia intensiva, mobilizou uma junta médica, enfermeiras, auxiliares, lutou bravamente contra as estatísticas e vem a nós como um ser de muita força e luz. Ele é portador da Síndrome de Down e teve um quadro de saúde muito complicado logo após o nascimento.

A extrema atenção e carinho de Dani e Beto, das irmãs Clara e Beatriz, dos avós Ana, Zé Guedes, Sílvio e Celina, tios, tias e amigos, somados ao grande senso de profissionalismo de todas as equipes do Hospital Unimed foram um destaque à parte na jornada de Chico. Menção especial ao tio Zé Ricardo, médico dos bons, parceirão do sobrinho nos momentos mais difíceis.

Aliás, vai ter gente chorando hoje lá no hospital quando o menino sair, pessoas que entraram para a família do pequeno, após tanto envolvimento afetivo que, somado a um esmerado senso profissional, se tornou o remédio perfeito.

No último dia 21 de março foi celebrado o Dia Mundial da Síndrome de Down. Tia do Chico, a 'capixaba' Cristina afirmou: "A maior limitação ainda é o preconceito! Mas Chico é 'retado' e dá língua ao preconceito (como mostra a foto lá embaixo)!" Já nasceu militante das boas causas! E a tia coruja complementa: "Síndrome de Down é considerada a Síndrome do Amor porque eles simplesmente transbordam Amor..."

Até Ivan Lins, sábado passado, na Hípica, saudou a chegada do garoto: 'Começar de novo e contar comigo // Vai valer a pena ter amanhecido // Ter me rebelado, ter me debatido // Ter me machucado, ter sobrevivido // Ter virado a mesa, ter me conhecido // Ter virado o barco, ter me socorrido..."

Esse cromossomo a mais que Chico tem ainda vai dar muito o que falar. Como foi com os atores brasileiros Ariel Goldenberg e Rita Pokk, que ficaram famosos pelo filme 'Colegas'; como Fernanda Honorato, a primeira repórter com Síndrome de Down do país; como o astro de Hollywwod Chris Burke, que atuou no filme "O Sorriso de Mona Lisa"; como o brasileiro Breno Viola, primeiro judoca com Síndrome de Down a obter a faixa preta no continente americano e único lutador com a síndrome a conquistar o segundo dan da faixa preta no mundo, entre muitos outros que se destacam.

Mas, Chico, meu amiguinho: não precisa ficar famoso para ser alguém que veio a este mundo contribuir com a evolução da nossa civilização. Também não precisa ser corintiano, porque seu pai é palmeirense 'roxo' e vai, certamente, te levar ao Allianz Parque em pouco tempo. E não é necessário se preocupar com o que muitos chamam de 'normal', porque a normalidade anda barbarizando este planeta.

Seja Chico, simples assim. Como seu nome sugere.

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