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Equinócio da primavera

28/08/17 07:00
João Jabbour

Estamos a menos de um mês da primavera (22 de setembro). O Inverno já se despede e as flores de ipê, multicoloridas, anunciam a proximidade da nova estação, enchendo nossos olhos com belos espetáculos, como o da foto lá no final. Assim, a vida segue refazendo-se a cada dia, em momentos especiais, em horas difíceis, na alegria e na tristeza, na dor e no prazer, de dia e de noite.

A primavera é a estação que antecede o verão e sucede o inverno. É minha favorita. Nem tão quente nem tão frio. Cada vez mais me convenço de que o equilíbrio entre tudo e todos é a fonte da vida plena e natural.

Veja o Equinócio da primavera, por exemplo, que começará daqui a uns dias (próximo dia 22 ou 23). É o momento em que o sol incide com maior intensidade sobre as regiões que estão localizadas próximas à linha do equador. No equinócio, a luz solar chega de igual maneira sobre o hemisfério norte e sobre o hemisfério sul. Os dias passam a ter 12 horas e as noites também, na mais perfeita harmonia. Consiste no momento em que o Sol atravessa o Equador de sul para norte.

Vale dizer, neste 'let's remember' de ciências lá do colégio, que equinócio significa em latim 'noites iguais' e também marca a chegada do outono (23 de março), enquanto o solstício (quando o sol está mais próximo ou mais longe de nosso planeta) delimita a entrada do verão, em 21 de dezembro, e do inverno (21 de junho). Tudo isso no hemisfério sul. No norte, é o contrário.

O domingo, ontem, foi típico de 'olá, primavera, adeus, inverno'. E inspirou este despretensioso relato. Gente jovem, adulta e idosa nas ruas caminhando, de bicicleta ou correndo, a feira livre com muita energia e ofertas de saúde, os bares repletos de petiscos e aperitivos pré-almoço, papo bom na vizinhança, brincadeiras, descontração, Vitória com a Diversidade, Getúlio 'De bem com a Vida' e lá novos amores nascendo, até piquenique eu vi em uma praça.

Meu amigo Adilson Restanho, da Polícia Civil, atento e muito observador, acrescenta ao cenário alvissareiro uma mensagem enviada no meio da tarde de ontem destacando as boas notícias que estavam no JC: as ótimas perspectivas de expansão da cidade pela rota norte e a quase certeza de que poderemos contar com duas faculdades de medicina, que ele batiza de 'irmãs gêmeas'. E arremata apreciador que é da boa música de Gilberto Gil: "Andar com fé eu vou, que a fé não costuma falhar...". Bola para frente, Adilson! Você é a cara (o cara) da primavera. Sempre em alto astral e de bem com vida, apesar de lidar, no dia a dia profissional, com o lado B do nosso mundo. Você é imprescindível para a nossa espécie.

Estou festejando a proximidade da primavera, mas é claro que não há vilões entre as estações, que tão bem simbolizam os belos e vigorosos ciclos da vida. Os quatro grandes períodos anuais do tempo indicam pontos de mudança da energia da natureza lá fora e dentro de nós também. Mas por que essa predileção pela primavera? É porque ela parece representar muito bem o "renascimento". É o período de regar os jardins e plantar as sementes.

Antigas tribos indígenas já celebravam a primavera como a estação do despertar. Se nossos ancestrais não tinham conhecimento científico, possuíam, certamente, algo mais valioso: fina sintonia e, acima de tudo, respeito com a natureza e suas forças. Estamos saindo da introspecção do inverno para a celebração da primavera. Bauru estava assim ontem.

"Se não tivéssemos inverno, a primavera não seria tão agradável: se não experimentássemos algumas vezes o sabor da adversidade, a prosperidade não seria tão bem-vinda." Poetisa inglesa Anne Bradstreet.

 

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