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Opinião

O poder do reconhecimento

Ivan Mouta

Um dos maiores objetivos de toda pessoa é ser feliz, quer seja no âmbito pessoal, quer seja no âmbito profissional, no mundo ideal, nas duas áreas. Por mais que o mundo se torne cada dia mais impessoal e onde as relações são cada vez mais virtuais e frias, tem algo que sempre será muito significativo em nossas vidas e na nossa incessante busca pela felicidade e realizações pessoais e profissionais, o reconhecimento. Trata-se de um poderoso combustível que nos move e, dependendo da intensidade e da frequência com que somos agraciados por ele, nos tornamos ou não mais eficazes, mais satisfeitos e melhores na convivência no ambiente em que estamos inseridos.

Mas por qual razão é tão difícil reconhecermos o valor das pessoas e externar isto a elas? Um enaltecimento a um profissional, por um feito qualquer, fará com que esta pessoa se acomode e não busque melhorar a cada dia? Será que tudo que fazemos de bom é pura obrigação e não seja merecedor de um simples cumprimento ou um sincero obrigado?

Nas relações profissionais, principalmente com nossos pares e com os integrantes de nossa equipe, ignoramos isto de forma veemente. Tudo o que fazem é encarado como pura obrigação, realizam porque são remunerados para tal e nada mais. Isto é um grande erro e uma grande tolice, pois por mais que busquemos, através de nosso trabalho, o dinheiro que nos trará sustento e realizações materiais, isto não é o que nos move, ou, pelo menos, não deveria ser. Trabalhar somente em função do dinheiro faz com que sejamos profissionais desqualificados e o tempo nos transformará em pessoas desinteressadas e inexpressivas para a empresa. O reconhecimento pelos feitos alcançados e por um modesto, mas bem executado trabalho, realizado com precisão, perfeição e dentro do prazo estabelecido, fará com que o profissional se dedique ainda mais na realização dos novos trabalhos. O dinheiro não será seu principal objetivo, e sim autoqualificar-se e buscar fazer sua tarefa com mais maestria, buscando ser merecedor de novos reconhecimentos.

Também em nossas relações pessoais temos o péssimo costume de deixar isto de lado. Com nossos amigos e familiares, talvez por conta da intimidade e da contínua convivência vamos, com o tempo, deixando de observar os esforços que estas pessoas fazem para nos agradar e tornar nossas vidas mais alegres. Também raramente notamos suas realizações pessoais, suas conquistas e evoluções, todas merecedoras de, no mínimo, um gesto que reconheça todo o esforço que foi empegado para o êxito alcançado. Talvez estas pessoas não façam tudo isso para receberem algum reconhecimento, mas não há dúvida que isto as faria muito bem e as motivariam a continuar agindo desta forma.

Devemos fazer do reconhecimento uma ferramenta motivacional, uma recompensa por feitos valorosos. Usado na medida e na hora certa, não causará nada de prejudicial na relação profissional ou pessoal, ao contrário, irá tornar esta relação mais forte e próspera para todos que nela estejam envolvidos. Reconhecer é bem diferente de bajular. Reconhecer o feito de alguém e, principalmente, demonstrar isto, é além de um ato justo, uma prática inteligente, pois fará com que esta pessoa se esmere ainda mais no que venha a desempenhar.

Existem várias formas de reconhecimento e todas têm seu valor. Reconhecer toda dedicação e evolução de um profissional através de uma promoção, de um aumento de salário ou da concessão de um prêmio qualquer é algo muito salutar e, na maioria das vezes, bastante justo. Presentear algum amigo ou familiar por um feito alcançado é formidável. No entanto, existem formas de reconhecimento que não envolvem favorecimentos materiais e tem um efeito mais longevo e eficaz, como um singelo parabéns, um elogio espontâneo, um enaltecimento em público, um sorriso natural, um abraço ou um despretensioso e valioso aperto de mão.

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