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Bauru
Tribuna do Leitor

300 anos de fé

Demerval Assis da Silva

Ainda neste ano estive em Aparecida com minha mulher e filhos, fui visitar a Santa, nunca havia estado lá antes, fui mesmo, foi carregado, não como se carrega a Santa, mas fui e, como cristão católico, acho que estava em dívida, e nos fez muito bem.

Católico e apostólico, sim senhor, preciosa herança de família, nunca me esqueço da minha avó materna (não conheci a paterna, apesar do respeito guardado), mas minha avó materna hoje com certeza virou santa no céu, figura mais linda pequenina que contrastava com o tamanho avantajado de meu avô de nome José Nunes Guerra, produtor de café na alta Paulista dos áureos tempos do "Ouro Verde".

Da minha avó Afra Guerra guardamos na lembrança a doçura e bondade em olhos de um azul de rara beleza, vindo de herança holandesa, quando estes estiveram pelo nordeste do país e o terço de brilhantes nas mãos, onde rezas que retratam o nascimento vida e morte de Jesus depois ressureição, e mais, a coroação da Virgem Maria como rainha do céu e da terra, eram diárias, e hoje, apesar das loucuras dos tempos atuais, ainda nos esforçamos lá em casa entre homens e mulheres a continuação desse legado para poder obter as indulgências dessa santa devoção, como diz trecho da reza.

Mas o que me deixa triste mesmo, principalmente com a chegada do Dia da Padroeira do Brasil (marca de trezentos anos), é que com a crescente dos irmãos evangélicos, cresceu também a birra para com a Mãe de Jesus Cristo, justo a escolhida para dar à luz a quem morreu por nós (Cristãos) na cruz.

Fica difícil de entender o porquê de tão pouco caso da parte dos irmãos evangélicos à "pessoa" tão importante para o cristianismo, que só se precisaria imaginar o que pensaríamos de quem não gostasse da nossa mãe biológica, então, o que diz Cristo, o filho, de tal birra? Sei que isso é um assunto muito polêmico, e que poderia se abrir um grande leque teológico sobre o assunto, mas seja lá qual for o ângulo de entendimento, jamais seremos convencidos do contrário, sobre o valor de Nossa Senhora, podendo sugerir que se pergunte ao próprio Deus quando em vossas orações. Rezemos! "É terço de brilhante nos dedos de minha avó..." (Avôhai -Zé Ramalho).

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