Previsão do Tempo
Bauru
Bairros

Moradores da Vila Independência temem 'chuva' de frutos pesados

Com cerca de 250 gramas, frutos já quebraram vidro de carro e, por pouco, não acertaram bebê; Semma promete vistoria

18/01/19 07:00
Ana Beatriz Garcia
 Ana Beatriz Garcia
José Carlos Sabatini e Valderliro Antonio Souza Junior mostram os frutos que caem das árvores da praça

Cinco árvores na Praça Antônio Pedroso, na Vila Independência, têm preocupado moradores e comerciantes. O motivo é que elas produzem frutos que chegam a pesar mais de 250 gramas e que estariam caindo cada vez mais. A pedido do JC, um físico fez as contas e conclui que, ao cair, esses frutos podem ter força de impacto 1,5 mil vezes mais intensa do que suas massas. Diante do medo da população, a Secretaria do Meio Ambiente (Semma) informou que fará vistorias técnicas no local.

José Carlos Sabatini, de 72 anos, cuida desta praça há 13 anos e comenta que os frutos estão caindo com mais frequência. "Sempre tivemos essas árvores aqui. Mas, agora, os frutos estão caindo muito e eles não são leves. Isso pode machucar uma pessoa", comenta o homem.

Segundo ele, os moradores ao redor pedem para que o poder público pode esta árvore e tome providências, antes que algo grave venha a ocorrer. "Eu já falei diversas vezes com a Semma, mas não foi resolvido o nosso problema. Espero que não aconteça nada grave", afirma.

O comerciante Valderliro Antonio Souza Junior, de 44 anos, relata que viu o momento em que uma mãe passeava pela praça com um carrinho de bebê e, por pouco, não foram atingidos. "O bebê tem 2 meses e o fruto quase caiu no carrinho. Ela passou e caiu. Imagina se acertasse a criança? Pessoas idosas e até os meus clientes mesmo estacionam o carro aqui e correm o risco também", diz o dono de um bar em frente à praça localizada na quadra 11 da rua Salvador Filardi. Além disso, o carro do comerciante também foi alvo do fruto. "Caiu e quebrou o vidro do meu carro", lamenta.

O JC pesou um dos frutos: 256 gramas. Os cálculos do professor de física Rodolfo Langhi dão conta de que a velocidade atingida chega a 61,5 quilômetros por hora e que a força do impacto é, aproximadamente, 1,5 mil vezes mais intensa que o peso do fruto.
"O peso é o mesmo. Mas, ao cair, ele ganha energia cinética e, ao aumentar sua velocidade, ele ganha quantidade de movimento", explica.

"Ao colidir com a cabeça, o fruto implicará uma força de impacto. É esta força que temos de comparar com o peso do fruto, que é também uma força devido à gravidade da Terra", completa.

Langhi ainda salienta que o intervalo de tempo em contato entre os corpos em colisão, até o fruto desacelerar por completo, também altera a força de impacto. "Quanto menor for este tempo, maior será a força de impacto", finaliza.

VISTORIA TÉCNICA

Em nota, a Secretaria do Meio Ambiente informou que irá realizar vistoria técnica na praça citada e verificar o que pode ser feito para minimizar o problema. A pasta orienta ainda que a população evite ficar embaixo dessas árvores, assim como estacionar veículos, enquanto durar o período de frutificação.

FRUTO DE COTIA

Ana Beatriz Garcia
Frutos caídos pela praça na Vila Industrial

O Jardim Botânico identificou que as árvores tratam-se da espécie Joannesia princeps. Essa é uma árvore tipicamente brasileira, encontrada em quase todas as regiões. É também conhecida por cotia, boleira, cotieira, andá-açu, bagona, coco-de-purga, fruta-de- -arara, fruta de cotia e purga de cavalo. Ela possui grande porte e pode alcançar até 20 metros de altura e caule com aproximadamente 60 centímetros de diâmetro. No caso da Praça Antônio Pedroso, as árvores têm cerca de 15 metros de altura.

Ler matéria completa
Mais notícias em Bairros
As mais compartilhadas no Face
Recomendado
voltar ao topo