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Coordenador afirma que Brasileirão pode ter VAR ainda nesta temporada

11/10/18 07:00

Faltam dez rodadas para o término do Campeonato Brasileiro. E pode ser que na reta final da competição as partidas tenham a presença do árbitro de vídeo. A informação foi dada pelo coordenador do sistema de árbitro de vídeo no Brasil, Manoel Serapião Filho, durante entrevista coletiva em um hotel em Belo Horizonte, concedida anteontem.

"A CBF vai se reunir para definir isso. Depende da cúpula. Nós estamos prontos. Basta que tenhamos equipamentos. Vou sair daqui e vou para São Paulo exatamente para treinar mais uma equipe de árbitros para quando a CBF quiser colocar em todos os jogos da Série A, ainda esse ano se assim desejar, estarmos prontos", disse.

O VAR (arbitragem de vídeo, na sigla em inglês) não entrou na atual edição do Campeonato Brasileiro porque não houve acordo entre clubes e CBF para o custeio do sistema. No início da temporada, 13 clubes se colocaram contrários à maneira pela qual o árbitro de vídeo seria implementado. Foral eles: América-MG, Atlético-MG, Atlético-PR, Ceará, Corinthians, Cruzeiro, Fluminense, Paraná, Santos, Sport, Vasco e Vitória. O São Paulo se absteve e depois afirmou ser contra também.

Recentemente, a reportagem entrou em contato com dirigentes destes clubes que se mostraram favoráveis à presença do árbitro de vídeo, mas sem ter que arcar com os custos. O presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, chegou a afirmar que o clube sempre foi favorável ao VAR, mas as condições colocadas pela CBF eram impossíveis de serem aceitas.

O valor era de R$ 50 mil por partida, a ser bancado pelo mandante. Só para se ter uma ideia, muitas partidas do torneio não chegam a dar isso de lucro líquido ao clube. Ou seja, o VAR traria prejuízo ou lucro bem pequeno para o mandante em algumas ocasiões.

O VAR entrou na Copa do Brasil a partir das quartas de final. E esteve presente no primeiro jogo da decisão entre Corinthians e Cruzeiro, ontem, no Mineirão. Serapião disse que o sistema não tem segredo e resumiu seu funcionamento:

"O protocolo é único para o mundo todo. Agora, por trás da câmera e da imagem tem um homem analisando, que pode ter uma percepção diferente de um para o outro. As diretrizes são as mesmas e os árbitros da CBF estão habilitados".

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