Previsão do Tempo
Bauru
Geral

Empresa quer mais R$ 7 milhões da ETE do Distrito Industrial

COM Engenharia apresenta novo pedido de aumento no custo da obra

13/06/18 07:00
Nélson Gonçalves
Thiago Navarro
A construção da ETE segue em ritmo bem mais lento do que fora planejado no início

Obra pública traz novidade para todos os gostos e bolsos. Depois de uma série de apontamentos por falhas no projeto executivo da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do Distrito Industrial, desta vez a empresa contratada para realizar a maior construção das últimas décadas de Bauru, a COM Engenharia, ingressou junto à administração municipal com pedido de acréscimo de R$ 7 milhões em serviços. Desta vez o foco é o lençol freático.

Está sob estudo do Grupo Gestor da obra solicitação de despesa adicional nesse valor para responder pela correção de inundações no lençol freático. O novo pedido está sendo classificado como "drenagem subestrutural". Questão de engenharia em si, o fato é que a solicitação de aditivo ao contrato da ETE refere-se à necessidade de resolução do chamado afloramento do aquífero.

Apesar da obra de R$ 169 milhões - licitada na origem a R$ 129 milhões, no governo passado - ter contratado estudo geológico dando conta das característica do lençol freático, o fato é que bastou o início das escavações do "piscinão" que acomoda os tanques para ocorrer o alagamento.

A equipe coordenada pelo DAE, então, definiu o escoamento da água com um "desvio", uma intervenção aparentemente simples - de engenharia - que permitiu a drenagem do excesso. Contudo, o presidente do DAE, engenheiro Eric Fabris, já havia advertido que o processo exigiria discussão sobre correção do alagamento. "Se será necessário o rebaixamento do lençol ou outra solução, vamos discutir. Nós apontamos a solução para o escoamento da área inundada e a obra voltou a andar. Agora a COM Engenharia solicita aditivo relacionado a esta questão. O Grupo Gestor vai avaliar a opção apresentada, sua viabilidade, estudar essa questão em relação ao projeto executivo contratado e decidir além disso sobre o custo apresentado. Ou seja, decidir sobre pedido de serviço a ser feito", ponderou.

O engenheiro ainda enfatiza: "A necessidade do serviço não é definida pela empreiteira e sim pelo projeto e pelo Grupo Gestor. Se a empreiteira executar e isso não estiver no contrato, ela tem direito a receber por isso. Vamos avaliar e decidir", acrescentou Fabris.

NO MPF

Além de driblar os adversários internos e externos para concluir a obra, o Grupo Gestor ainda consome energia, e tempo, para obter o mínimo de compostura da contratada para dar a solução de engenharia adequada à ETE, a Acardis Logos.

Como a multinacional tem truncado o jogo em relação a suas obrigações, o Grupo Gestor e a empresa se reuniram ontem, em São Paulo, sob a arbitragem da Procuradoria da República.

O procurador federal Pedro Antonio de Oliveira Machado, que cumpre função de chefia temporária na Capital, convocou a Arcadis e o Grupo Gestor da obra para reunião. O encontro foi no início da noite de ontem.

O DAE salienta que a reunião em nada interfere na necessidade de acionar a Arcadis no Judiciário pelas inúmeras falhas e omissões levantadas até agora na obra.

A sequência de obstáculos contribuiu, em parte, para que a obra de R$ 129 milhões já ultrapasse a R$ 169 milhões desde sua origem.

Ler matéria completa
Mais notícias em Geral
As mais compartilhadas no Face
Recomendado
voltar ao topo