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Interdição deixa trânsito lento e exige mais cuidado dos motoristas nas Nações

Interrupção do trânsito nas faixas da esquerda da avenida, nos dois sentidos de fluxo, na altura do viaduto com Rondon, começou nessa segunda (11) e segue até abril

12/02/19 07:00
Marcele Tonelli e Tisa Moraes
Fotos: Aceituno Jr.
Fluxo na interdição da Nações por volta das 18h dessa segunda-feira (11)
"Eu quase presenciei duas batidas, porque os motoristas pareciam com pressa e não entenderam", diz Marcos Andrade
"O pessoal já volta nervoso do trabalho e essa lentidão piora tudo", opina Eliane Ayala

A interdição das faixas da esquerda da avenida Nações Unidas, na altura no viaduto da rodovia Marechal Rondon, em ambos os sentidos - Centro/bairro e bairro/ Centro - gerou lentidão no trânsito e complicou ainda mais os horários de pico na avenida. Nesta terça-feira (12), às 9h30, a Emdurb se reunirá para discutir os impactos do trânsito com a mudança (leia mais nesta página). A empresa frisa, contudo, que a fiscalização no local é de competência da Polícia Rodoviária.

A interrupção do fluxo nas faixas da esquerda da Nações ocorrem por conta das obras de instalação das pilastras que abrigarão o viaduto das vias marginais da rodovia. Os trabalhos ocorrem, inicialmente, no canteiro central da avenida. A previsão é de que a alteração no trecho siga até o final de abril.

COMPLICOU

A interdição das faixas da esquerda da Nações começou com atraso de pouco mais de uma hora. O fluxo correu normalmente ao longo do dia, mas no início da interdição e após às 17h30, considerado horário de pico na avenida, houve lentidão e alguns motoristas se irritaram. Não houve, contudo, registro de acidentes por lá até o fechamento desta edição.

Morador do Jardim Marambá, o analista Marcos Vinicius Andrade, 22 anos, usa a Nações todos os dias para chegar ao trabalho, na Vila Universitária, e relata que houve lentidão no trânsito logo no início da interdição, por volta das 11h. "Eu quase presenciei duas batidas, porque os motoristas pareciam com pressa e não entenderam o que estava acontecendo ali", cita.

Na volta para casa, por volta das 18h, ele utilizou novamente o trecho e reclamou da falta de fiscalização e sinalização por lá. "A Nações já é complicada neste horário de pico, agora piorou. E cadê os agentes de trânsito?", cobra o rapaz.

A vendedora Eliane Ayala, 41 anos, também reclamou da situação encontrada no fim da tarde por lá. "Acho que não há necessidade de interditar dessa forma. Falta planejamento. O pessoal já volta nervoso do trabalho e essa lentidão piora tudo. Uns agentes de trânsito aqui ajudariam a acalmar os ânimos", comenta a condutora.

Sobre a cobrança da presença do Grupo de Operações de Trânsito (GOT) no local, a Emdurb reforçou que a fiscalização no trecho é de responsabilidade da Polícia Rodoviária.

A Polícia Rodoviária, por sua vez, disse que os agentes de trânsito para sinalização são de responsabilidade da Via Rondon. A reportagem não conseguiu contato com a concessionária.

A Emdurb orienta os motoristas a utilizarem as avenidas Duque de Caxias e Rodrigues Alves como formas de acesso aos bairros da região sudeste, como Jardim Marambá e Núcleo Geisel. A Duque também é opção para quem utilizaria a Nações para chegar à região Central.

Acib cobra solução de curto prazo

O início das interdições na avenida Nações Unidas para implantação das vias marginais na rodovia Marechal Rondon, antes que o trecho na altura da avenida Getúlio Vargas fosse concluído, está preocupando comerciantes e prestadores de serviço que atuam nestes locais. Em razão de prejuízos já relatados por eles, a Associação Comercial e Industrial de Bauru (Acib) iniciou uma mobilização para cobrar soluções de curto prazo, já que a interdição na região da Nações, em ambos os sentidos, só deve terminar em 30 de abril.

"Esperávamos que o trecho da Getúlio fosse concluído primeiro para que, então, fosse iniciado um novo. A concessionária ViaRondon acabou fazendo estas interdições simultaneamente. Se ficar desse jeito até o final de abril, vai gerar mais transtorno e estamos preocupados com a queda da geração de riquezas nestes locais", analisa o presidente da associação, Reinaldo Cafeo.

Segundo ele, a interdições na altura da Getúlio Vargas, iniciadas nos primeiros dias de 2019, já haviam resultado em queda no fluxo de veículos e, por consequência, de clientes para os estabelecimentos instalados naquela área. "Muita gente acabava vindo da região de Agudos, Pederneiras e entrava pela cidade por ali. Temos relatos de comerciantes que tiveram perdas de 30% a 40% nas vendas em função da redução do movimento", frisa.

Ainda de acordo com Cafeo, comerciantes instalados na marginal da Rondon, no sentido Agudos-Bauru, na altura de uma das garagens do transporte coletivo, estão até mesmo fechando suas portas devido à queda no faturamento. "Hoje, há muitas placas de 'aluga-se', porque não foi criada uma alternativa para o trânsito naquela marginal, que se tornou mão única. Agora, o público que vem da Nações Unidas não tem mais acesso direto àquele trecho", lamenta.

Para discutir as dificuldades enfrentadas pela categoria, a entidade anunciou, nessa segunda-feira (11), que irá procurar representantes da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Renda (Sedecon), da ViaRondon e da Câmara. Por meio de nota, a Acib informou que entende ser necessário garantir ampla publicidade sobre os estudos que a concessionária da rodovia e os demais órgãos envolvidos realizaram sobre os impactos da obra para o trânsito e, também, para as empresas instaladas no entorno.

Emdurb

A Emdurb, empresa responsável pelo gerenciamento do trânsito urbano, informou que realizará uma reunião, hoje, com toda a gerência da empresa para discutir os impactos das mudanças. "A obra gera uma lentidão natural e inevitável no trânsito, mas a duplicação é extremamente positiva", comenta o coronel Elizeu Eclair, presidente da Emdurb. "O que não pode é obstacularizar de forma definitiva, mas ali é só uma faixa interditada. E, conversando com a polícia, fui informado da possibilidade de ser autorizado aos condutores usarem o acostamento como faixa naquele trecho da Nações. Então, continuaremos com duas vias", pontua o presidente da Emdub

Ele ressalta, contudo, que o fato de não existir outras saídas próximas e alternativas à Nações naquele trecho torna qualquer mudança no trânsito problemática.

"Teoricamente, a concessionária deveria terminar até o final desta semana a (obra) da Getúlio. Não tenho dúvida de que há influência da interdição da Getúlio na interdição da Nações. Por isso, seria interessante que o motorista que conhece bem a cidade evite usar ali e procure caminhos pelas avenidas Rodrigues Alves e Duque de Caxias para acessar essas áreas da cidade", finaliza.

 

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