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Vigias alertam para situação de precariedade em fundação

Problemas apontados ocorrem depois de ladrões levarem fiação e funcionários ficarem sem energia elétrica e até água

11/07/19 07:00
Tisa Moraes
Vinicius Bomfim
A entrada de prédio que, no passado, foi utilizado como sede administrativa pela instituição

O prédio da Fundação para o Estudo e Tratamento de Deformidades Craniofaciais (Funcraf) localizado no Distrito Industrial 2, às margens da Bauru-Jaú, utilizado no passado como sede administrativa da instituição, foi alvo de assalto na semana passada. Além de alguns equipamentos, os ladrões levaram a fiação da unidade, deixando os vigias sem energia elétrica e água, já que a bomba do poço artesiano parou de funcionar.

Procurada, a Funcraf informou que a situação é provisória, mas não deu prazo para normalizar as condições precárias geradas pelo roubo. Já o Sindicato dos Empregados em Turismo e Hospitalidade de Bauru e Região, que representa os cinco vigias e o jardineiro que trabalham no prédio, informou que protocolaria, ainda nessa quarta-feira (10), ação judicial para tentar resguardar os direitos dos trabalhadores.

Advogada do sindicato, Ana Cândida Eugênio Pinto Casalechi explica que os funcionários são de uma empresa terceirizada contratada pela Funcraf e trabalham sem o uso de armas de fogo. Na semana passada, um deles foi rendido por assaltantes e feito refém por cerca de três horas.

"Ele foi amarrado, amordaçado e trancado no banheiro. E este não foi o primeiro assalto. Fora esse risco constante de violência, os vigias ficaram sem a menor condição de trabalho. O banheiro está sem água, então, para dar descarga, só usando um balde. Mas muitos deles estão fazendo necessidades no mato, à noite, usando a lanterna do celular para enxergar o caminho", comenta.

SOLUÇÃO

Segundo o advogado da Funcraf, Ariovaldo de Paula Campos Neto, o vigia feito refém está afastado do trabalho e recebendo assistência psicológica. Apesar de reconhecer que há "um pouco de precariedade" nas condições de trabalho no prédio do Distrito Industrial 2, Campos Neto ressalta que a situação foi provocada por um fator externo e que será solucionada em breve.

"Os funcionários tem água de garrafa para beber e energia na guarita onde ficam. Não existem condições de trabalho insalubres. Agora, estamos providenciando a reposição dos fios para religar a energia e a bomba d'água do poço, mas é preciso ter um pouquinho de paciência. A Funcraf, por ser fundação, precisa cumprir alguns trâmites internos para conseguir contratar mão de obra", afirma.

DESTINAÇÃO

Vale destacar que a prefeitura busca viabilizar um acordo com a Funcraf para reaver a área para a implantação do Centro de Tecnologias Assistivas, anunciado pelo ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, no início de junho. A propriedade do terreno é questionada na Justiça e a fundação exige o pagamento de R$ 6,8 milhões a título de indenização.

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