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Donald Trump vai à fronteira com México

Presidente americano viaja na quinta-feira e ainda vai fazer pronunciamento à nação para defender muro que agora seria de aço e não mais de concreto

08/01/19 07:00
Kevin Lamarque/Reuters
Trump discursa em frente a um protótipo do "muro de aço"

Nova York  - O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou nessa segunda-feira (7) que visitará na próxima quinta a fronteira com o México, em meio ao impasse com democratas envolvendo o financiamento do muro que o republicano quer construir no local - e que agora pode ser de aço, e não de concreto.

A queda de braço entre os dois lados provocou uma paralisação que entra em seu 17º dia e atinge 25% do governo. São 800 mil funcionários de licença ou sem receber pagamento, enquanto parques nacionais estão fechados - três mortes por acidentes foram registradas até agora.

Trump anunciou ainda que vai fazer um pronunciamento à nação sobre a paralisação na noite de hoje.

CONCRETO X AÇO

Segundo a assessora Sarah Sanders, em mensagem em uma rede social, Trump vai viajar para a fronteira sul na quinta para se encontrar com os que estão na "linha de frente das crises de segurança nacional e humanitária."

Trump visitou a fronteira como presidente pela primeira vez dez meses atrás. Na ocasião, ele analisou protótipo de aço e concreto que poderiam ser usados para construir o muro na Califórnia.

Desde sexta no entanto, o republicano parece pender para a ideia de um muro de aço, em vez de uma estrutura de concreto.

"Eu informei a meus colegas que vamos construir uma barreira de aço", disse Trump na Casa Branca, após voltar de um encontro com autoridades em Camp David. "Eles não gostam de concreto, então vamos dar a eles aço", acrescentou, em referência aos democratas.

Nesta segunda, Mick Mulvaney, chefe de gabinete interino de Trump, afirmou que, apesar de achar que a paralisação vai durar "muito mais tempo", a mudança de materiais anunciada pelo presidente poderia ajudar a avançar nas conversas.

"Se ele tiver que desistir de um muro de concreto, substitui-lo por uma cerca de aço para que os democratas possam dizer 'viu? Ele não está mais construindo um muro', isso nos ajudaria a mover na direção certa", afirmou Mulvaney à emissora NBC. "Se isso não for uma evidência do desejo do presidente de tentar resolver isso, não sei o que é."

PLANO

No domingo, o escritório de gestão e orçamento divulgou um plano com os US$ 5,7 bilhões (R$ 21,29 bilhões) para a construção de uma barreira de aço na fronteira e que incluía US$ 800 milhões (R$ 2,99 bilhões) para enfrentar "necessidades humanitárias urgentes", como tratamento médico. A proposta contemplava ainda recursos para providenciar 52 mil camas de detenção e dinheiro para contratar 2.000 agentes de fiscalização.

Durante o fim de semana, democratas e republicanos se reuniram novamente para tentar aproximar as posições sobre o financiamento ao muro - condição a que os primeiros se opõem e da qual o presidente não abre mão.

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