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Prefeitura de Bauru fixa prazo a assentados

Parte daqueles que atualmente vivem no Estrela de Davi, Distrito Industrial 4, deverá deixar área até o dia 28 por não se enquadrar em critérios

13/02/18 07:00
Marcus Liborio
Samantha Ciuffa
Duzentas famílias assentadas no Distrito Industrial 4 (foto) terão de ir para outro lugar, já estipulado: Acampamento Novo Canaã

Os assentados do Estrela de Davi, no Distrito Industrial 4, têm até o dia 28 deste mês para deixarem o local. O prazo foi estipulado pela Prefeitura de Bauru, que entrará com pedido de reintegração de posse caso a medida não seja cumprida.

Das 340 famílias que vivem no acampamento, 140 não se encaixam nos critérios de vulnerabilidade social, informou o coordenador da Defesa Civil no município, Sidnei Rodrigues.

"Elas possuem condições de arcar com o aluguel de um imóvel, por exemplo. Ao menos 10 famílias têm casa própria", destaca, complementando que o terreno, ocupado recentemente, será doado para instalação de novas fábricas, já que área (que fica próxima à Lagoa da Quinta da Bela Olinda) é destinada para fins industriais. 

Portanto, segundo Rodrigues, parte dos assentados (cerca de 200 famílias) será levada para o Acampamento Novo Canaã (nas imediações do Sagae), onde já foram acomodadas 700 famílias que tiveram que desocupar áreas no Jardim Mary, Jardim Marabá e Baurulândia.

Conforme o JC noticiou, o Novo Canaã trata-se de um terreno alugado pela prefeitura para acomodar famílias que se enquadram no critério de vulnerabilidade social. O acordo foi oficializado por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado no mês passado entre prefeitura e Movimento Social de Luta dos Trabalhadores (MSLT).

"Fizemos um acordo amigável com a liderança do Estrela de Davi, para que eles deixem a área até 28 de fevereiro. Caso contrário, vamos fazer a reintegração de posse usando os meios legais da Justiça. No local, há cerca de 200 famílias dentro dos critérios sociais que poderiam ficar em situação de rua. A ideia é levá-las para o Novo Canaã. Já as demais, que não estão nesse critério, terão de arrumar outro lugar para ficar", pontua Rodrigues.

Ele acrescenta que o documento assinado na promotoria proibi novas ocupações em Bauru.

'ENGANAM'

Diretor nacional do MSLT, Márcio Rodrigo Alves de Oliveira confirma que está negociando com a prefeitura a desocupação do terreno. Ele informa que a retirada será realizada em etapas. "A gente está se organizando para que saiam 10 famílias por dia, a partir de 20 de fevereiro", informa. 

Oliveira diz ainda que o movimento está a par das 140 famílias que não atendem às especificações de acolhimento em programas sociais. "Elas terão de encontrar meios próprios de moradia. Muitos enganam a gente quando pedem para integrar o grupo", frisa. 

 

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