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Ajuste na fila faz sobrar vagas em Emeis

Recadastramento das famílias em toda a rede, em novembro, trouxe a lista real. Ano fecha com 828 vagas no sistema e 397 crianças na espera

11/01/19 07:00
Nélson Gonçalves
Samantha Ciuffa
Isabel Miziara: "Falta de vagas a ofertar não existe mais"

Não há mais fila de espera por falta de vagas na Central de Matrículas da Rede de Ensino, conforme informa a Secretaria Municipal de Educação. Ainda assim, o sistema aponta sobra de 431 vagas para diferentes regiões da cidade. Porém, como há pais que preferem matrículas em endereços onde as vagas disponíveis já foram preenchidas, 397 ainda aguardam definição, menos, portanto, do que o total de vagas disponível (431). 

É o que informa o balanço das matrículas efetivadas pela Secretaria de Educação em 2018. Conforme a titular da pasta, Isabel Miziara, a 'redução' de 78% na "antiga fila de espera aparece nos dados graças ao recadastramento. Na prática, a antiga lista foi se tornando inconsistente, com a inclusão de novos pedidos de famílias por vagas acrescendo à lista que existia. O recadastramento atualizou, tornou o controle real por procura de vagas e o fechamento do ano mostrou que há, no sistema, mais vagas disponíveis do que pedidos. Os 397 que aguardam pela definição são dos pais que preferem unidades onde as vagas já foram preenchidas. Mas falta de vagas a ofertar não há", comenta a secretária.  

Na prática, na avaliação da administração isso significa que pelo dado real de demanda dos inscritos o volume de vagas ofertado na rede é suficiente, encerrando a pendência estabelecida no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado em 2015 com o Ministério Público Estadual (MPE). O excedente de 431 vagas ofertadas mostra que, em algumas unidades, há mais vagas do que pretendentes. Em outras regiões, há maior demanda. "Muitas famílias têm preferência por algumas unidades de forma especial e essa concentração se reflete no recadastramento. Agora o passo é gerenciar essas acomodações", acrescenta Miziara. 

E qual a explicação para a antiga fila de espera (de 1.868 vagas no final de 2017) ter "desaparecido"? Conforme a secretária, o "recadastramento de novembro de 2018 permitiu acesso à demanda real. Como acontece na dinâmica da cidade, muitas que estavam na antiga fila se mudaram ou permaneceram na lista de forma irreal, sem atualização. O recadastramento corrigiu essas situações e trouxe o fechamento do ano com o excedente. Também conseguimos atender mais, com realocação, mesmo sem construir novas escolas. No final, o que temos é que o número real não era o que apontava a lista", complementou.

Há, ainda, previsão de que em 2019 os números apresentem maior tendência de queda, tendo em vista que em fevereiro será entregue à população a Emeii Buritis, com 180 novas vagas em período integral. De outro lado, a obra da Emeii Quinta Ranieri foi retomada, onde serão ofertadas mais 180 vagas integrais. Outras unidades estão com construções iniciadas, sendo as Emeiis no Fortunato Rocha Lima, Tangarás e Jardim Ivone, cada uma com 180 vagas em período integral. "Nesta primeira semana voltamos a ligar para as famílias da lista de 397 e algumas já escolheram vagas. Caiu um pouco esse dado final", atualizou a secretária, na última sexta-feira. 

As 5 mais procuradas

Conforme a secretária Isabel Miziara, a concentração por procura de vagas em escolas, sobretudo de tempo integral, está em cinco unidades que circundam a região central. E por quê?

"Porque observamos que as famílias que não estão aceitando as vagas disponíveis preferem Emeis e, sobretudo, Emeiis da região central. Apesar de serem unidades longe de suas residências, cinco escolas em especial estão no trajeto ou área de influência onde as mães trabalham", explica Miziara.

A "disputa" pelos pais se concentra em cinco unidades, Emei Pinóquio, Emeii Gloria Cristina de Melo, Emeii Stélio Machado Loureiro, Emeii Gasparizinho, Emeii Garibaldo e Emeii Aida Tibiriçá. "Todas essas têm mais procura e vagas totais preenchidas rapidamente por esta razão. Os pais trabalham no comércio, com em supermercados, lojas, perto da região onde estão escolas com proximidade com a Nuno de Assis, Rodrigues Alves, Altos da Cidade, praça da igreja Santa Terezinha", acrescenta.

E onde sobram vagas? Na periferia, em vários bairros, e, em maior número na região Noroeste da cidade. A secretária esclarece que, entre as cinco mais disputadas para matrículas, a Emeii Aida Tibiriçá tem projeto de ampliação aguardando entrega pela Seplan neste primeiro semestre para turmas em tempo integral. "As demais ou não comportam ampliação, não há espaço, ou o contingente já está no limite da distribuição de turmas por sala, como a Pinóquio. A Garibaldi é uma unidade que tem espaço, mas ainda sem previsão de ampliar vagas", finaliza.      

 

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