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Chorume está perto de transbordar no antigo aterro sanitário de Bauru

Secretaria Municipal do Meio Ambiente promete que o novo contrato será assinado e que a retirada na lagoa voltará a ser realizada até amanhã

08/01/19 07:00
Thiago Navarro
Mesmo sem receber lixo orgânico desde 2016, o antigo aterro de Bauru continuará gerando lagoa de chorume por vários anos

A lagoa de chorume do antigo aterro sanitário de Bauru está bem perto de sua capacidade e corre o risco de transbordar nos próximos dias caso o material não seja retirado o quanto antes. Desta vez, o problema teria ocorrido por conta do fim do contrato da Emdurb com a empresa que prestava o serviço de retirada e transporte, em novembro, e pela demora para que um novo contrato fosse efetuado, desta vez diretamente entre a Prefeitura de Bauru e a empresa vencedora da licitação.

A prefeitura contrata a Emdurb para o gerenciamento do antigo aterro sanitário de Bauru e paga R$ 6.062.119,18 anualmente para a empresa municipal realizar o processo de encerramento do local, segurança, reconformação, recebimento de volumosos, plantio de grama, entre outros.

A prefeitura pagava ainda cerca de R$ 1,2 milhão por ano para que a Emdurb subcontratasse a retirada e transporte do chorume.

Desde o final do ano passado, contudo, a decisão foi pela contratação direta do serviço através da Secretaria do Meio Ambiente (Semma), que homologou a licitação no Diário Oficial do último sábado. O secretário da pasta, Sidnei Rodrigues, afirma que o contrato deve ser assinado entre hoje e amanhã, para que seja emitida ordem de serviço. "A gente deve resolver isso antes de quarta-feira, para que a retirada do chorume aconteça normalmente", promete.

DESCONTINUIDADE

Apesar de não receber mais lixo orgânico desde a metade de 2016, quando os resíduos passaram a ser levados ao aterro privado de Piratininga, o antigo aterro sanitário de Bauru continua gerando chorume, o que ocorrerá durante vários anos, no chamado processo de encerramento. Até o ano passado, a Emdurb estava contratando a empresa Multilixo para a retirada, transporte e destinação final do chorume, pelo valor de R$ 140,00 o metro cúbico. A quantia era a mesma há mais de dois anos. O último contrato foi assinado pela Emdurb com a empresa em 14 de novembro de 2017, válido por um ano, e, portanto, foi encerrado em 14 de novembro de 2018, data inclusive do último pagamento para a Multilixo - na ocasião, a Emdurb pagou mais de R$ 300 mil.

A Emdurb também já havia aberto processo licitatório para contratação da empresa para manter o serviço, mas, um dia antes do vencimento do contrato atual, o presidente Elizeu Eclair decidiu que a licitação deveria ser feita diretamente pela Semma, justificando que acarretaria economia aos cofres municipais. A partir de então, a pasta começou o processo de licitação, que foi homologado na última semana. Contudo, neste período, não havia nenhum contrato vigente para a retirada de chorume do aterro, seja pela Emdurb ou pela prefeitura, como ocorrerá a partir de agora.

A empresa que venceu a licitação da prefeitura foi a Multilixo, a mesma que já realizava o serviço para a Emdurb, agora com o preço de R$ 155,00 o metro cúbico. Mesmo assim, a prefeitura deve ter uma pequena economia, pois não pagará o custo operacional da subcontratação da Emdurb. A estimativa é de que, por ano, até 9 mil metros cúbicos sejam retirados, portanto com um valor de R$ 1.395.000,00 anual.

O diretor de Limpeza Pública da Emdurb, Márcio Teixeira, diz que a Multilixo deve estar até amanhã no aterro para retirar o chorume das lagoas e evitar o transbordamento. "A gente ainda tinha um período de mais três ou quatro dias sem risco de transbordar. Como o novo contrato é com a prefeitura, assim que a empresa assinar, eles já devem continuar a retirada do chorume. Aliás, esse é um serviço com a qual não registramos nenhum problema. É uma empresa que sempre trabalhou bem com a gente. Resolvido essa questão do contrato, a retirada vai ocorrer, e a gente ainda tinha um tempo, mesmo com chuva, porque as lagoas menores estavam suportando e só então a gente liberava o chorume para a lagoa maior", destaca.

Volumosos

O antigo aterro sanitário não recebe mais o lixo orgânico, mas os chamados materiais volumosos, que são recolhidos nos Ecopontos - como eletrodomésticos - descartados pela população ainda são direcionados ao local. Ontem, o aterramento dos volumosos também não ocorreu, devido a quebra de um equipamento. "Até quarta-feira a máquina já deve ser arrumada e o serviço voltará a acontecer normalmente", pontua o diretor de Limpeza Pública da Emdurb, Márcio Teixeira. A Emdurb também cuida da destinação destes materiais no aterro.

 

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