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O amor, ah o amor...

24/02/19 07:00
João Jabbour

O amor é lindo! Não tem contraindicações nem quem defenda sua revogação. Resiste a qualquer época, passa por todas as gerações, mesmo em tempos de tragédias e luto quase permanente. Às vezes parece que pouca gente o procura, mas o amor é busca permanente, eis que é sinônimo de vida decente.

Tenho um amigo que está apaixonado. Anda flutuando pelo mundo nas últimas semanas. Até deixou a rabugice de lado... Quem já não se sentiu (ou sente-se) assim? Bonito de ver. O amor, mesmo inocente, talvez seja a única esperança de um mundo melhor.

O amor e a paixão são poções mágicas para a saúde física e mental, ainda que sejam eternos apenas enquanto durem. Em doses adequadas, são a fonte da juventude, que não precisa de deuses, com os gregos pensavam, para inundar a alma. É particular, mas é a dois ou coletivamente que explode.

Muito difícil explicar o que é amor. Uma vez me definiram como sendo uma 'energia de superação'. Acabei ficando com essa figuração como a melhor que ouvi. Segundo a física quântica, quando estamos apaixonados elevamos nosso padrão vibratório de tal forma que damos trégua a nosso sistema imunológico e, assim, nos blindamos contra os males físicos. Já viu alguém feliz da vida com as delícias do amor e doente ao mesmo tempo? Difícil...

Quem ama tem sensações indizíveis, tira o pé do chão, como meu amigo babão. Escreve coisas belas, sorri a maior parte do tempo, é gentil e generoso, divertido e desprendido...

O amor é a energia que permeia o universo. E mensurável por um aparelho: o coração. Aliás, esta história de atribuir as sensações de amor ao coração tem uma explicação científica. "Os hebreus antigos associavam os sentimentos ao coração talvez pelo aperto no peito que realmente sentimos quando tomamos um susto, sofremos alguma angústia ou passamos por um momento de euforia", explica o historiador Edgard Leite, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, à revista Superinteressante. A sensação é causada pela descarga de adrenalina, que faz a pressão arterial subir e acelera o batimento cardíaco, dando a sensação de que é ali que tudo acontece. Os antigos não sabiam do papel do coração na circulação.

Amamos nossos familiares, nossos amigos, nossos cachorros e gatos, nossos ídolos. Algumas pessoas, muito especiais e de alma elevada, conseguem amar mesmo aqueles que não conhecem.

A filosofia define o amor de três formas: 1 - Amor Eros, ligado ao desejo por outra pessoa (Platão). 2- Amor Filos, ou seja, vinculado à ideia de alegria por dividir sentimentos e situações com outras pessoas queridas (Aristóteles). 3 - Amor Ágape, do pensamento cristão, que remete à renúncia por outra pessoa sem esperar nada em troca.

E a filosofia ainda advoga que não existe o tal amor perfeito idealizado em filmes e outras peças de ficção, algo que tanto nos atormenta por vezes, porque será sempre uma busca infinita e inglória.

Amor muito menos é possessão, que gera a incompreensão, aflora o egoísmo e termina em violência, invariavelmente. Amar deve ser, antes de tudo, uma atitude de desprendimento, desapegada, livre, leve e solta. Ninguém obriga ninguém a amar.

Não acredito no mito de que amando e sendo amado formamos "um todo". Não existe um todo. Existem duas pessoas sob a mesma corrente de energia. Que devem respeito à individualidade, uma da outra.

Meu amigo apaixonado gosta de música sertaneja. Deixo a ele estes versos de Zezé Di Camargo e Luciano: "É o amor// que mexe com a minha cabeça e me deixa assim//... que veio como um tiro certo no meu coração// que derrubou a base forte de minha paixão..."

Ah!, o amor...

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