Previsão do Tempo
Bauru
Tribuna do Leitor

Reconhecimento e glória

Mara Montezuma Assaf

João Lara Mesquita parte da tese de que alguns presidentes, como FHC, terminam seus mandatos com reconhecimento popular e glória, e outros, como Temer, demandam mais tempo para que se lhe seja feita justiça.

Ora, o legado ambiental de Temer, que é o assunto deste artigo, já era do conhecimento deste jornalista, que a si próprio denomina um escriba e um ambientalista envolvido com o núcleo duro na defesa da causa ambiental. Então, à época de tantas ações e canetadas de Temer em favor da preservação da natureza, e dos mares em específico (período no qual a esquerda nacional e internacional só o chamava de golpista!) onde estava este jornalista e seu grupo que não deu espaço e fez ecoar essa obra magnífica de Michel Temer?

Para um bom jornalista, como para um historiador, o conhecimento e o instinto já pode nortear um julgamento sem tanto distanciamento histórico! Pode sim tomar partido, ajudar a elucidar os fatos, não assistir apenas como espectador passivo à desconstrução política de um homem, independentemente ou não se deve prestação de contas à Justiça.

Essa diferença de atitude é muito bem feita pela esquerda, que apesar da prisão do Lula não deixa de trombetear suas ações positivas, que, sim, existiram. O legado de Temer podemos sentir não só na área do meio ambiente, mas também na já sensível recuperação econômica, na menor insegurança da população quanto ao futuro, o que resultou na escolha de Bolsonaro nas urnas, uma evidente guinada de percurso à direita, escolhida pelo voto popular.

Agora, entretanto, já sinto na mídia uma má vontade evidente com relação ao novo presidente, que nem bem começou a governar e já o chamam de confuso e trapalhão. Entendam bem! Bolsonaro não precisa entender tecnicamente de Previdência, basta que tenha escolhido gente competente para tratar do assunto. Alguém é capaz de afirmar que Lula, ao começar seu primeiro (e também segundo) mandato, tinha competência para governar? No entanto, nunca li um editorial desfazendo dele, mas, pelo contrário, enaltecendo o metalúrgico que, com seu carisma (e lábia) havia galgado o poder! Portanto, senhores jornalistas, mais isenção, sensibilidade e justiça em seus comentários!

Até por isonomia, Bolsonaro merece ser tratado com igual deferência como a que Lula era incensado por todos! Obrigada.

 

Leia mais em Tribuna do Leitor
voltar ao topo